Em votação feita na manhã desta quinta-feira (28), vereadores de Joinville rejeitaram a defesa de Mauricinho Soares (MDB) contra a comissão processante da Câmara. Com parecer favorável, o grupo deverá seguir com a investigação que pode afastar o parlamentar. A comissão processante foi instaurada após prisão de Mauricinho, que é investigado por participação de esquema de fraudes no Detran.
Mauricinho Soares foi preso em 8 de dezembro – Foto: CVJ/Divulgação/NDDurante a manhã, os vereadores presentes aprovaram parecer preliminar de Cleiton Profeta (PL), elaborado a partir de defesa prévia do vereador. O parecer rejeitou as alegações da defesa, que pediu a nulidade da comissão por supostamente descumprir a proporcionalidade dos partidos em sua composição e pela falta de voto do vereador Érico Vinicius (Novo) no dia da aceitação da denúncia.
Segundo o relator, a formação da comissão está de acordo com o que determina o Decreto-Lei 201/1967, que baseia o seu funcionamento. Sobre a ausência de Érico entre os votantes, Profeta explicou que ele presidia a sessão no lugar de Diego Machado (PSDB), denunciante, e que, portanto, só votaria em caso de empate, conforme o Regimento Interno.
SeguirAdvogada de Mauricinho, Milena Tomelin, argumentou que, segundo o decreto, todos os presentes deveriam ter votado naquele dia, exceto o vereador que fez a denúncia. Sobre a representação dos partidos, ela disse que isso está previsto na Constituição Federal, que é superior ao decreto.
O presidente da comissão, Cassiano Ucker (União Brasil), ressaltou que, desde o início dos trabalhos, a ampla defesa de Maurinho está assegurada. Ele convocou uma nova reunião para 10 de janeiro, às 15h, para decidir sobre os próximos passos da comissão. Kiko do Restaurante (PSD) também é membro da comissão.
Mauricinho é investigado por participação em esquema de fraude
O vereador Mauricinho Soares (MDB) foi preso em 8 de dezembro por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude no Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso cometeu os crimes de falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.
De acordo com as investigações, os suspeitos montaram um esquema que permitiu a inserção de um grande número de informações falsas nos sistemas do Detran, permitindo que mais de 100 motoristas fossem liberados indevidamente com a liberação de penalidades aplicadas contra eles.
Além do vereador de Joinville, os alvos da operação são agentes públicos terceirizados do Detran, um despachante seus funcionários, e um funcionário de um escritório de advocacia especializado em multas de trânsito.