Vereadores já têm data para ouvir Águas de Joinville sobre polêmica da gratificação à diretoria

Os vereadores aprovaram requerimento sobre para que o diretor-presidente e os integrantes do Conselho de Administração da empresa expliquem a medida

Juliane Guerreiro Joinville

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Após a polêmica sobre a gratificação à diretoria da Companhia Águas de Joinville, o diretor-presidente e os integrantes do Conselho de Administração da empresa já têm data para apresentar explicações na Câmara de Vereadores da cidade do Norte de Santa Catarina.

Diretor-presidente e integrantes do Conselho de Administração vão à Câmara – Foto: Carlos Jr/NDDiretor-presidente e integrantes do Conselho de Administração vão à Câmara – Foto: Carlos Jr/ND

Eles devem participar da sessão da próxima segunda-feira (6), depois que os vereadores aprovaram um requerimento convidando-os a explicar as justificativas para a iniciativa. A gratificação, divulgada pelo portal ND+, teve repercussão negativa entre os integrantes da Câmara.

“Independentemente de ser legal ou não, o que vem à minha cabeça é que existe coisa que é legal, mas é imoral”, destacou o vereador Brandel Junior (Podemos). Em sessão na semana passada, os vereadores destacaram que a aprovação não passou pelo Legislativo.

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Como funciona a gratificação aos diretores da Águas de Joinville

A gratificação aprovada aos diretores da companhia está relacionada ao programa de PPR que, como em outras empresas, depende dos resultados alcançados, podendo variar entre um salário integral, um salário e meio e dois salários, conforme a remuneração de cada funcionário.

Para os diretores, porém, existe uma gratificação extra aprovada pelo Conselho de Administração e, posteriormente, pela prefeitura, única acionista da empresa. A gratificação é adicional ao PPR recebido, ou seja, o PPR mais a gratificação de duas vezes o PPR.

No caso dos atuais dois diretores – um administrativo/financeiro e outro técnico – o ganho pode chegar a R$ 133.975,74. Já no caso do diretor-presidente, a soma pode totalizar até R$ 178.167,72, dependendo do alcance das metas propostas.

De acordo com Marcelo Hack, integrante do Conselho de Administração, a alteração na metodologia do PPR foi realizada para que a empresa consiga atingir a meta de R$ 180 milhões de investimento para 2022 – R$ 120 milhões a mais do que o investido no ano anterior. “O que vai dar suporte para isso é ter pessoas bem remuneradas e com vontade de fazer”, diz.

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