O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), confirmou que vai decidir nesta sexta-feira (25) se irá ou não renunciar a prefeitura para disputar as eleições estaduais deste ano em chapa majoritária. Tem prazo legal até o dia 2 de abril para a renúncia. Se decidir mesmo altera os planos do seu vice-prefeito jornalista Ricardo Fabris (PSD).
Ricardo Fabris está alerta e pode virar prefeito de Criciúma – Foto: DivulgaçãoAté a manhã desta sexta Fabris mantém-se afastado de qualquer discussão sobre o assunto. Disse que prefere manter à margem e apenas vai se pronunciar após o prefeito anunciar sua posição. O certo é que se Clésio Salvaro for para a disputa Fabris sepulta a pré-candidatura a deputado estadual.
Clésio Salvaro e Ricardo Fabris elegeram-se em 2016 e reelegeram-se em 2020 em Criciúma – Foto: DivulgaçãoFabris sempre foi ligado à cena política. Chegou a ser Secretário de Estado da Comunicação no governo de Eduardo Moreira. Depois foi o principal articulador do governo de Anderlei Antonelli prefeito de Criciúma. Ao término daquele mandato elegeu-se vereador e em 2016 elegeu-se vice-prefeito e reeleito em 2020 com Salvaro.
SeguirFabris disse que está mantendo sua agenda com visitas e o que ele considera de vice-prefeito, embora as evidências de que mira uma pré-campanha a deputado. Ele não conversou com o prefeito Clésio Salvaro nem deve fazer isso. Vai esperar o prefeito chamá-lo.
Já no PSDB e outros aliados de Clésio Salvaro, Ricardo Fabris está longe de ser uma unanimidade. Aliás, o fato de ter que passar a prefeitura para Fabris é um dos argumentos que estariam levando o prefeito de Criciúma a ter dúvidas sobre a renúncia. A outra é que ao assumir a prefeitura Clésio disse que cumpria os quatro anos de mandato.