Uma nova sanção contra o governo russo foi criada pelos Estados Unidos, para tentar pressionar o país a recuar das terras ucranianas. Nesta terça-feira (8), o presidente Joe Biden declarou que vai suspender as importações de petróleo, gás e energia da Rússia. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a falta de ajuda ativa de outros países.
Joe Biden divulga nova sanção contra a Rússia – Foto: Internet/Reprodução/NDEm um pronunciamento para a TV americana, ao vivo da capital Washington, o político declarou apoio ao presidente da Ucrânia.
“Os Estados Unidos vão mirar na principal artéria da economia da Rússia. Isso significa que o petróleo russo não será mais aceito nos portos norte-americanos”, disse em pronunciamento.
SeguirBiden também alertou aos cidadãos americanos que a medida vai elevar o preço dos combustíveis nos EUA e no mundo. “Entendemos que a guerra de Putin está elevando os preços, mas isso não é desculpa para que as empresas elevem sobremaneira os preços”, ressaltou ele.
Ele também declarou que os americanos vão enviar mais ajuda à Ucrânia, uma medida que vai além das sanções econômicas, junto com dinheiro e equipamentos militares.
Confira o pronunciamento completo:
Governo ucraniano critica a falta de ajuda ativa de outros países
Segundo informações da Agência Brasil, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse em um novo pronunciamento, também feito nesta terça-feira (8) que “os russos estão criando um inferno em seu país”.
Ele também reforçou que a culpa pelas morte dos ucranianos, dos ataques aéreos e bloqueios às cidades do seu país, é toda da Rússia.
“A culpa é do invasor. Mas a responsabilidade é daqueles que, há 13 dias, não conseguem aprovar, lá em algum lugar do Ocidente, nas suas salinhas, uma decisão óbvia, necessária, de assegurar o nosso céu. Daqueles que não salvaram nossas cidades dos bloqueios e das bombas, apesar de poderem fazer isso”, criticou Zelensky, aos presidentes da união internacional.
Desde o início da invasão russa, o presidente ucraniano vem pedindo em vários discursos, que os países do Ocidente criem um espaço de exclusão aérea, para atacar e derrubar aviões russos.
Porém a Otan rebate os pedidos de Zelensky, afirmando que não vai entrar de forma ativa no conflito, apenas apoiará a Ucrânia com envio de armamentos, equipamentos, recursos financeiros e ajuda humanitária.