A deputada federal Julia Zanatta (PL) usou suas redes sociais para fazer duras críticas à indicação de Vinícius Guilherme Bion para a presidência da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).
Deputada Julia Zanatta a nomeação do governo Jorginho Mello – Foto: Reprodução/InstagramA nomeação de Bion, que foi indicada pelo deputado estadual Fernando Krelling (MDB), ocorre no contexto de uma aliança política entre o governador Jorginho Mello e o MDB, que terá maior espaço no governo em troca de apoio político.
Zanatta destacou o vínculo de Bion com o advogado Prudente Mello, segundo ela, um dos principais nomes do PT em Santa Catarina, afirmando que ninguém entraria no escritório de Mello sem ser um “petista roxo de carteirinha”.
SeguirA deputada lembrou que Prudente Mello já a havia atacado publicamente, chamando-a de “nazista” e pedindo sua cassação, ao lado da ex-senadora petista Ideli Salvati.
Ela expressou surpresa e indignação pelo fato de o governo Jorginho Mello ter indicado o sócio de Mello para um cargo relevante no esporte catarinense, considerando a movimentação como uma espécie de “levantamento de defunto” político. “É o que eu falei. É um governo levanta defunto. Enterra na urna e o governo vai lá e levanta”.
“Será que eu estou errada em criticar?”, questionou deputada
Vídeo da deputada federal Julia Zanatta contra nomeação do governo Jorginho Mello – Vídeo: video_juliazanatta
A parlamentar também se questionou sobre a atitude do governo, sugerindo que, ao fazer esse tipo de aliança, Jorginho Mello poderia estar prejudicando seus próprios aliados. “Será que eu estou errada em criticar?”, questionou Zanatta, expressando desconforto com o cenário político atual.
Ela finalizou seu comentário “agradecendo” ao deputado Fernando Krelling e a todos os envolvidos na nomeação, deixando claro seu descontentamento com a escolha feita.
Afirmação caluniosa
Por nota, enviada por seu advogado, Prudente negou ter chamado Julia Zanatta de “nazista” e se trata de calúnia tal afirmação. “O dr. Prudente é professor e advogado. Nunca foi candidato a nenhum cargo eletivo e não ocupa cargo de dirigente no Partido dos Trabalhadores”, pontuou a nota.
Sobre o vínculo com Bion, a defesa de Prudente Mello destacou que o escritório de advocacia dele ou qualquer empresa em que ele tenha participado “jamais aplicou qualquer filtro ideológico para o ingresso de sócios, advogados e estagiários”, primando pelos direitos sociais da pessoa humana. “A alegação da deputada é falsa e não tem nenhum fundamento na realidade”, finalizou.