VÍDEO: Hostilidade, chuva e festa: como foi o clima de eleições em Florianópolis

Reportagem do ND+ percorreu as ruas de Florianópolis para tentar ilustrar o clima de eleições na Capital de Santa Catarina

Foto de Diogo de Souza

Diogo de Souza Florianópolis

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A polarização registrada no transcorrer do domingo (30) foi além dos candidatos em questão, em eleição vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com mais 60 milhões de votos computados.

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    Eleitores de Jair Bolsonaro (PL) na Beira-Mar Norte, em Florianópolis - Diogo de Souza/ND
    Eleitores de Jair Bolsonaro (PL) na Beira-Mar Norte, em Florianópolis - Diogo de Souza/ND
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    Eleitores de Lula comemorando "virada" na apuração em Florianópolis - Felipe Carneiro/Especial para o ND
    Eleitores de Lula comemorando "virada" na apuração em Florianópolis - Felipe Carneiro/Especial para o ND

Foram sentimentos cruzados nos pontos de referência de ambos os candidatos, em Florianópolis. Na região do trapiche, na Beira-Mar Norte, eleitores do Bolsonaro pintaram a localidade em verde e amarelo na expectativa pela vitória do candidato do PL (Partido Liberal).

Já mais ao Centro da Capital, na região da Avenida Hercílio Luz, na altura do Clube Doze de Agosto, eleitores do Lula estiveram acompanhando a apuração que foi marcada, sobretudo, pela arrancada de Jair Bolsonaro na frente do candidato do PT (Partido dos Trabalhadores).

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Mudança de clima

Com a arrancada de Jair Bolsonaro, sobretudo, na primeira metade das urnas apuradas, os manifestantes em favor do atual presidente mostraram confiança:

“Vamos ganhar do ladrão, tu vai ver. As pesquisas nos mentiram mais uma vez”, argumentou um entusiasta de Jair Bolsonaro, ao comentar com pessoas próximas.

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    Clima na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, após virada de Lula - Diogo de Souza/ND
    Clima na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, após virada de Lula - Diogo de Souza/ND
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    Mesmo perdendo em SC, Décio Lima comemora eleição de Lula junto a militantes - Felipe Carneiro/ND
    Mesmo perdendo em SC, Décio Lima comemora eleição de Lula junto a militantes - Felipe Carneiro/ND

“Vamos, Mito!”, convocou um homem, em posse de um megafone e vestido de azul, verde e amarelo dos pés a cabeça.

Ao passo que as urnas foram sendo apuradas, o sentimento foi murchando. Por volta das 18h45, já com 65% das urnas apuradas, a virada de Lula foi aferida no portal do TSE.

Aos poucos o entusiasmo foi dando lugar a apreensão. Celulares conectados, rádios ecoando a apuração e boca-a-boca.

Com o aumento da vantagem de Lula que chegou a, em dado momento, 2 milhões de votos a mais, algumas pessoas começaram a ir embora. Nem mesmo a confirmação da vitória de Jorginho Mello, em Santa Catarina, foi capaz de animar os presentes.

A chuva, ameaçadora desde a virada do clima na metade da tarde, chegou e colaborou com a saída de mais alguns presentes no local.

Hostilidade

A reportagem do ND+, girando pelos pontos de concentração, reparou muita hostilidade no ar. Seja de um lado como seja de outro. Na rua, no semáforo, nas sacadas, nas calçadas. Mais do que celebrar os respectivos candidatos, a ofensa e o direcionamento ao respectivo adversário.

A reportagem flagrou ainda, em mais de uma oportunidade, troca de ofensas entre as partes em uma parada de ônibus, localizada no bolsão da Beira-Mar do Norte. (confira no vídeo abaixo).

Grupo de apoiadores do candidato Jair Bolsonaro hostilizam outras pessoas dentro de ônibus que passam pela Beira-Mar Norte, em Florianópolis – Vídeo: Diogo de Souza/ND

Essa condição só arrefeceu depois que o local ocupados por eleitores de Jair Bolsonaro esvaziou.

Festa da vitória

Se de um lado a vitória de Jorginho Mello não foi suficiente para animar por completo seus eleitores, a derrota de Décio Lima, para próprio Jorginho, não foi suficiente para retirar os eleitores do PT do respectivo reduto.

Sem ocorrências

Apesar de todo o clima bélico formado com o dia marcado pelas eleições, a PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) confirmou que nenhum registro fora contabilizado, com gravidade, até às 22h30.