Estivesse fardado, talvez passasse despercebido. Mas, de camisa, gravata, colete e blazer, a condecoração ostentada no bolso à esquerda do traje chamou atenção. Carlos Moisés (sem partido) tirou da gaveta a Medalha do Pacificador para participar da abertura do ano legislativo, nessa terça-feira (8).
Medalha no peito de Moisés – Foto: Rodolfo Espíndola/Divulgação/NDA honraria foi recebida em 12 de novembro de 2019, conferida pela 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada na rua Bocaiúva, Florianópolis.
No dia, em entrevista à RICTV, hoje NDTV, Moisés disse que aquele era um símbolo do que deveria ser feito. “Nós não precisamos criar as guerras, elas já estão aí”, alfinetou.
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Moisés em entrevista ao receber medalha – Vídeo: Reprodução/ND
Os tempos mudaram
O cenário hoje é muito diferente daquele primeiro novembro do mandato.
Lá atrás, Moisés, efetivamente, estava em guerra – contra tudo e contra todos. Queimou pontes com políticos, representantes do setor produtivo, com a imprensa e até com o bolsonarismo que o fez governador. Não fazia questão de agradar.
Hoje, reconstruiu a maioria das conexões. Passou a articular e tem claro no horizonte a candidatura à reeleição.
Pacificar o MDB?
Para além da narrativa oficial, resta saber se o uso do galardão teria sido um recado ao MDB, partido ao qual gostaria de se filiar.
Moisés pode ter levado tudo ao MDB, menos paz. Estaria disposto a ser o elemento de reunificação da legenda?
Outra dúvida é se, além de pacificar um partido, o atual governador tem a pretensão de encerrar guerras históricas, como o embate entre MDB e PP.
As missões são extremamente difíceis, mas em política nada é impossível.