O confronto entre uma jornalista ucraniana e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson vem circulando na web. Em lágrimas e com revolta, Daria Kaleniuk acusou Johnson de ter medo de agir. A cena ocorreu numa conferência de imprensa em Varsóvia, na Polônia.
Jornalista ucraniana confrontou Boris Johnson em coletiva de imprensa em Varsóvia – Foto: Reprodução/Internet/NDA jornalista exigiu que o primeiro-ministro implementasse uma zona de exclusão aérea para impedir que jatos russos matassem civis. As informações são do portal Mundo ao Minuto, de Portugal.
“Uma mulher da minha equipe está em Bila Tserkva, ela tem dois filhos, e militares russos estão lá. Ela tem medo de ser baleada. A cidade onde estudei foi bombardeada hoje na praça central. Você fala sobre o estoicismo do povo ucraniano, mas as mulheres ucranianas e as crianças ucranianas vivem em profundo medo por causa das bombas e mísseis que caem do céu”, começou Kaleniuk.
Seguir“O povo ucraniano pede desesperadamente que o Ocidente proteja o nosso céu, pedimos uma zona de exclusão aérea, mas dizem-nos que isso desencadeará a III Guerra Mundial”, continua. Na sequência, a ucraniana questiona qual é a alternativa.
“A alternativa é observar? As nossas crianças, em vez de aviões, estão a proteger a OTAN das bombas?”, confrontou a jornalista acrescentando que “neste momento, é impossível atravessar a fronteira”. “Imagine com um bebê”. Ela continua dizendo que Boris Johnson está na Polônia e não em Kiev ou Lviv porque “tem medo”.
“A Terceira Guerra Mundial já começou e são as crianças ucranianas que estão a pagar o preço”, alerta.
Veja o vídeo:
Just had a chance to ask a question to @BorisJohnson https://t.co/4ee6eXJj6g
— Daria Kaleniuk (@dkaleniuk) March 1, 2022
Em resposta, Boris Johnson admitiu que o que o Reino Unido pode fazer não é suficiente. O britânico recusou implementar uma zona de exclusão aérea, mas disse que poderia ajudar de outras maneiras.
“Infelizmente, a implicação disso [implementar uma zona de exclusão aérea] é de que o Reino Unido estaria envolvido em derrubar aviões russos, estaria envolvido num combate direto com a Rússia – isso não é algo que possamos fazer ou que tenhamos previsto”, explicou o primeiro-ministro.
“As consequências disso seriam realmente muito difíceis de controlar”, concluiu.