VÍDEOS: Veja cenário de destruição na Câmara, STF e Planalto após invasões

Poderes foram invadidos por manifestantes contrários ao resultado das eleições

Foto de Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Plínio Aguiar, do R7, em Brasília Florianópolis

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Quadros valiosos para a história brasileira destruídos, móveis e estrutura de prédios públicos depredados são alguns dos danos contabilizados nesta segunda-feira (9) após os Três Poderes, em Brasília, sofrerem invasão por manifestantes contrários ao resultado das eleições.

Mural “As Mulatas” foi destruído pelos vândalos. O quadro é avaliado em R$ 8 milhões – Vídeo: Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+

Os manifestantes arrancaram móveis do Senado e os jogaram por toda a Casa, como, por exemplo, a máquina de raio-x. Eles tentaram arrancar, ainda, a placa do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AM), no plenário. Logo atrás, no cafezinho, local onde os jornalistas conversam com os parlamentares, também há rastros de destruição.

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Cristina Monteiro, coordenadora em exercício do Museu do Senado, afirmou à reportagem do R7 que ao menos quatro quadros de presidentes do Senado, doados pelo artista plástico Urbano Villella, foram danificados. São eles: José Sarney, Renan Calheiros em seus dois mandatos e Ramez Tebet.

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    Danos provocados por manifestantes - PLÍNIO AGUIAR/R7/BRASÍLIA
    Danos provocados por manifestantes - PLÍNIO AGUIAR/R7/BRASÍLIA
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    Funcionários contabilizam danos - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
    Funcionários contabilizam danos - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
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    Rastros de destruição no Planalto - PLÍNIO AGUIAR/R7/BRASÍLIA
    Rastros de destruição no Planalto - PLÍNIO AGUIAR/R7/BRASÍLIA
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    Vidraça estilhaçada no saguão - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
    Vidraça estilhaçada no saguão - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
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    Manifestantes quebraram espelhos no prédio - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
    Manifestantes quebraram espelhos no prédio - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
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    Até então, cerca de 200 pessoas foram presas - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
    Até então, cerca de 200 pessoas foram presas - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
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    Danos foram registrados na tarde desta domingo (8) - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
    Danos foram registrados na tarde desta domingo (8) - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
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    Painel avaliado em R$ 8 milhões, e produzido em 1962, foi destruído - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
    Painel avaliado em R$ 8 milhões, e produzido em 1962, foi destruído - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
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    Vidraça estilhaçada no saguão - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
    Vidraça estilhaçada no saguão - Luiz Carlos Rodrigues/Especial para o ND+
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    Maquina de raio-x arremessada pelos manifestantes - PLÍNIO AGUIAR/R7/BRASÍLIA
    Maquina de raio-x arremessada pelos manifestantes - PLÍNIO AGUIAR/R7/BRASÍLIA

Os corredores onde ficam os gabinetes dos senadores também foram alvos dos manifestantes. A reportagem passou, por exemplo, nos gabinetes de José Serra e Soraya Thronicke, que disputou a Presidência da República nas últimas eleições, e encontrou vidros quebrados e água com pó amarelo no chão.

Na mesma sala em que se encontram os quadros de presidentes da Casa, há um painel gigante doado pelo artista e pintor Athos Bulcão. Segundo a coordenadora do Museu, no ano passado foi feito um reparo e a tinta utilizada custa R$ 800 cada 10 ml.

“Ainda não há uma estimativa do dano causado. A perícia está sendo feita e nos próximos dias vamos ter uma visão mais clara do que aconteceu. Mas certamente podemos falar que os estragos da Câmara dos Deputados são maiores que os do Senado”, disse Monteiro.

Ataques em Brasília

Os manifestantes que não aceitam ao resultado das eleições de 2022 furaram o bloqueio feito pela Polícia Militar do Distrito Federal e invadiram os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Diante do cenário, o presidente da República decretou intervenção federal na segurança do Governo do Distrito Federal até o dia 31 de janeiro. O interventor escolhido por Lula é Ricardo Cappelli, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a Polícia Civil, 300 extremistas foram presos até 23h de domingo (8). Outras 1.200 pessoas que resistiam à desmobilização do acampamento em frente ao Quartel-General do Exército foram retiradas do local e detidas na manhã desta segunda-feira (9).