A conclusão do inquérito que apurava o assassinato de Marcelo Arruda, dirigente do PT em Foz do Iguaçu, no Paraná, que foi morto pelo policial penal e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Jorge José da Rocha Guaranho, mobilizou políticos e autoridades na internet na sexta-feira (15), inclusive o ex-presidente Lula.
Crime ocorreu durante a festa de aniversário de 50 anos de Arruda. – Foto: Reprodução/InternetA Polícia Civil paranaense concluiu a investigação um dia antes e afirmou, em coletiva de imprensa, que descartou a motivação política para o crime. “É difícil nós falarmos de um crime de ódio, que ele matou pelo fato de ser petista”, disse a delegada-chefe da DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa), Camila Cecconello. Guaranho foi indiciado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e perigo comum.
No Twitter, o ex-presidente Lula se manifestou afirmando que o assassinato foi uma violência contra a democracia. “Marcelo Arruda era trabalhador, pai, servidor público no Paraná. Planejou sua festa de aniversário em paz, com sua família. Marcelo é vítima de uma violência que foi contra a democracia”, escreveu.
SeguirO dirigente do PT foi morto no dia 9 de julho, em sua festa de aniversário. Ele estava completando 50 anos e escolheu como tema da festa o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula. Guaranho foi ao local da festa, um clube da cidade, duas vezes.
Na primeira, de acordo com o boletim de ocorrência, chegou gritando “aqui é Bolsonaro. Eu vou voltar e matar todos vocês, desgraçados”. Já na segunda, atirou contra Arruda, que era guarda municipal, tinha uma arma e buscou porque temia que Guaranho voltasse de fato, como aconteceu. Ele se defendeu e revidou, mas morreu no local. O policial penal foi atingido e encaminhado em estado grave ao hospital.