Júlia Zanatta é acusada de xenofobia por fala sobre o Maranhão; deputada de SC rebate

Deputada Júlia Zanatta foi acusada de xenofobia ao afirmar que Santa Catarina tem mais gente com carteira assinada que no Bolsa Família, em relação ao Maranhão

Foto de Deny Campos

Deny Campos Florianópolis

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Durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, a deputada federal Júlia Zanatta (PL) foi acusada de xenofobia após afirmar que em Santa Catarina há mais pessoas trabalhando com carteira assinada que cadastradas no Bolsa Família, ao contrário do Maranhão. O caso ocorreu na última quarta-feira (24).

A fala da parlamentar ocorreu quando ela defendia o aumento das matérias sobre quais estados podem legislar. “O Brasil é um país de tamanho continental e não tem como centralizar mais poderes em Brasília. Não é democrático, não é como sermos todos iguais”.

A deputada, no entanto, comparou o estado catarinense com o Maranhão – onde foi acusada de xenofobia. “Santa Catarina não é igual ao Maranhão, por exemplo”, disse. “Santa Catarina dá certo”, complementou.

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Xenofobia contra o MaranhãoJúlia Zanatta (PL) foi acusada de xenofobia ao comparar Santa Catarina com o Maranhão – Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados/ND

Após acusação por xenofobia, Zanatta rebateu as críticas

A deputada federal reconheceu a necessidade de tomar mais cuidado com as palavras, pois já havia sido acusada de xenofobia anteriormente por expressar opiniões parecidas. “Com essa minha frase, eu tenho que cuidar porque outro dia o ministro da comunicação falou que ela era xenofóbica”.

“Agora falar a verdade virou crime. Por isso vocês querem censurar, né gente? Vocês não aguentam a verdade. Santa Catarina dá certo. Quando eu falo a verdade começa a gritaria”, complementou Zanatta.

Zanatta é acusada de xenofobia por fala sobre Maranhão“Santa Catarina dá certo”: Comparação de Zanatta  sobre SC e Maranhão não foi bem vista – Foto: Câmara dos Deputados/Reprodução/ND

Em uma rede social, Júlia Zanatta divulgou um vídeo explicando o contexto de sua afirmação. Segundo ela, a fala era um exemplo sobre o PLP 112, que permite aos estados legislarem sobre armas, onde ela apenas citava dados.

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