‘Casamento às Cegas’: Camila Queiroz e Klebber Toledo quebram silêncio após denúncia de estupro

A participante Ingrid Santa Rita afirmou que registrou um boletim de ocorrência de estupro contra o ex-marido Leandro Marçal, que conheceu no reality

Foto de Gabrielle Tavares

Gabrielle Tavares Florianópolis

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Os apresentadores do “Casamento às Cegas: Brasil”, Camila Queiroz e Klebber Toledo, quebraram o silêncio sobre a denúncia de estupro que uma das participantes do reality, Ingrid Santa Rita, fez contra o ex-marido, que conheceu no programa, Leandro Marçal. “Sentimos muito pelo ocorrido”, escreveram, em nota, os apresentadores.

Camila Queiroz e Klebber Toledo no último episódio de Casamento às Cegas BrasilCamila Queiroz e Klebber Toledo no último episódio de Casamento às Cegas Brasil – Foto: Reprodução/@camilaqueiroz/ND

Ingrid e Leandro se casaram no ano passado e os supostos abusos ocorreram quando os dois já estavam em casa, fora das câmeras.

Contudo, a arquiteta e empresária só tornou público o assunto no domingo (7), quando foi gravado o episódio “O Reencontro”, que foi exibido na quarta-feira (10) e chocou os fãs do casal.

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Pelo perfil de Camila, os apresentadores se pronunciaram sobre o caso apenas nesta sexta-feira (12), após o público cobrar a equipe do reality sobre o ocorrido. Veja:

Pronunciamento dos apresentadores sobre a denúncia de estupro após Casamento às Cegas Brasil – Foto: Reprodução/@camilaqueiroz/NDPronunciamento dos apresentadores sobre a denúncia de estupro após Casamento às Cegas Brasil – Foto: Reprodução/@camilaqueiroz/ND

Estupro no ‘Casamento às Cegas’?

Após a grande repercussão do caso nas redes sociais, Ingrid Santa Rita postou um vídeo em seu perfil do Instagram para dar detalhes sobre a denúncia.

Segundo a participante, Leandro sofria com disfunção erétil e, por isso, o casal não consegui ter relações sexuais desde o início do programa.

No entanto, Ingrid afirma que eles decidiram buscar soluções para o problema juntos e assim, resolveram dizer “sim” no altar no final de “Casamento às Cegas”.

Segundo a arquiteta, quando as filmagens para o programa já havia acabado e os dois foram morar juntos, Ingrid pediu para que Leandro buscasse terapia e disse que só voltaria a ter relações sexuais com ele quando iniciasse o acompanhamento psicológico.

Foi então que os abusos começaram, detalhou Ingrid. Conforme seu relato, Leandro esperava ela dormir para tentar ter relações sexuais e tocava em seu corpo, mesmo com a mulher pedindo para que ele parasse.

“Eu pedi para você não me tocar. Pedi mais de uma vez, Leandro. Você não me respeitava. Você não me ouvia, você queria resolver o seu problema erétil com você. Era o teu ego, tuas mentiras, tua proteção. Você só queria manter o casamento da sua forma suja, imunda. Eu tenho nojo de você. Quero deixar isso bem claro. Tenho nojo da sua voz, tenho nojo da sua boca. Tenho nojo do jeito que você me olha”, detalhou Ingrid, no último episódio do Casamento às Cegas.

Ingrid e LeandroIngrid enfrentou o ex-marido no último episódio do reality – Foto: Reprodução/Netflix/ND

Na ocasião, Leandro disse que nunca conseguiu se conectar com a ex.

“Nossa relação nunca foi amistosa, nunca foi saudável de fato, a gente nunca conseguiu se conectar de fato. Na parte sexual, pegou muito. Em determinado momento, fiz exame, fui procurar ajuda, entender o que estava acontecendo. A gente entendeu que não era um problema físico, era um problema psicológico”, relatou o participante.

Denúncia de estupro

Na noite de quinta-feira (12), Ingrid afirmou que procurou uma Delegacia da Mulher em São Paulo (SP) e registrou um boletim de ocorrência contra Leandro.

Ingrid Santa Rita, ex-participante do Casamento às Cegas Ingrid Santa Rita, ex-participante do Casamento às Cegas – Foto: Reprodução/@ingridsantarita/ND

“Estou protegida com a Maria da Penha”, disse a participante, entre lágrimas.

Vítimas de estupro podem denunciar os agressores pelo canal 180, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em todo Brasil. A ligação é gratuita.

Denúncias também podem ser feitas em qualquer delegacia de Polícia Civil do Brasil, assim como nas especializadas em atendimento à mulher.

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