O brasão vermelho e branco do Aldo Luz carrega uma trajetória que começou a ser escrita há 103 anos. O antigo Clube de Regatas Florianópolis mudou de nome numa época em que os associados ajudaram na fundação do Figueirense Futebol Clube.
“Double Skiff” do Clube Aldo Luz, com os remadores Leandro de Oliveria “Arueira” e Nelson Chierighini, em 1973 – Foto: Acervo família Sady Cayres Berber/NDA inspiração veio de personalidades conhecidas na Ilha, conforme explicou o presidente do clube e remador Ricardo Mesquita: “Em homenagem ao Hercílio Luz, foi trocado o nome de Clube de Regatas Florianópolis para Clube de Regatas Aldo Luz, em homenagem ao filho do governador”.
Desde então o clube vem lançando atletas reconhecidos no cenário mundial. A remadora Josiane Lima é manezinha e a única mulher medalhista em jogos olímpicos e paralímpicos do Brasil.
“Fui medalhista paralímpica de bronze nas Paralimpíadas de Pequim em 2008 e segui essa trajetória. Hoje, eu tenho quatro ciclos olímpicos. Eu competi em Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016, acabei de chegar de Tóquio, das Olimpíadas de 2020, em meio à pandemia, e tô me preparando agora para a próxima Paralimpíada em Paris 2024”, contou Josiane.
As vitórias dela foram essenciais para garantir a estrela no brasão do Aldo Luz. “Eu tive a honra de ser medalhista de mundial, medalha de ouro conquistada na Alemanha para o meu clube. Por isso que essa estrela existe no brasão do clube. Foi conquistada em 2007 com essa medalha, que foi a primeira da história do clube em campeonatos mundiais ”.
A remadora Josiane Lima é manezinha e a única mulher medalhista em jogos olímpicos e paralímpicos do Brasil – Foto: Remo Brasil/Divulgação/NDO atleta Robert Moraes Goia e os colegas se preparam para competir no Catarinense. O jovem atleta contou que “as expectativas são as melhores. A gente tá treinando para dar o nosso melhor. Acabou agregando. A gente tava treinando pro brasileiro do Rio, aí já tava treinando pro Catarinense também”.
“Tu tem um foco, aquele objetivo que tu quer e tu vai até o final”, completou José Gomes, que também é atleta. Ele e Goia competiram no Campeonato Brasileiro no Rio de Janeiro em setembro e garantiram medalhas.
O espaço que abriga os três clubes de Florianópolis espera uma obra de revitalização, que promete garantir segurança e mais estrutura pros atletas.
Segundo Mesquita, a esperança é “que essa modernização do parque [náutico] saia o quanto antes. Principalmente, a passarela que liga o Centro aos clubes de remo. Dificulta muito atletas novos virem para cá, porque não tem como atravessar a pista de rolamento que é extremamente perigosa”.
O Campeonato Catarinense começa neste sábado (9). A ansiedade dos atletas está grande para fazer uma boa prova.
“Iniciando as atividades logo pós-pandemia, a gente sabe que precisa dos cuidados, que todo mundo use máscara, são feitos os testes de PCR e tudo mais para que a gente consiga garantir a segurança no evento”, destacou Josiane.
A treinadora do Aldo Luz, Thainá Korpalski, disse que “a galera tá bem empolgada. Faz tempo que a gente não tem uma competição. Agora que tá voltando a normalidade. Estamos bem esperançosos”.
Saiba mais sobre o Clube de Regatas Aldo Luz e veja o repórter Lucas Leal se aventurar como remador na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.