O remo catarinense viveu mais um dia de competição e festa, neste domingo (21), na baía sul de Florianópolis. Mais de 250 remadores participaram das 16 provas da terceira etapa do Campeonato Catarinense de Remo. A prova deste fim de semana homenageou o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e teve o apoio do Grupo ND.
Na foto, quatro das oito remadoras do Riachuelo que venceram o oito com. São elas: Luana Leite, Eliane Zanin, Priscila Wiggers e Gisele – Foto: Leo Munhoz/NDA estrutura de food park, playground e a música da banda dos bombeiros foram um espetáculo à parte para as famílias que prestigiaram o evento. A etapa foi marcada pela primeira prova de oito com feminino, vencida pelo Riachuelo, que se destacou na regata.
Entre as vencedoras do oito com feminino estava Priscila Wiggers, 42 anos. “É bem especial voltar a remar e ter participado dessa prova. Sempre foi um sonho. Quando era jovem, sempre remava sozinha, ou em dupla, e remar com oito mulheres é bem especial”, destacou a manezinha, que começou a remar por influência da família, aos 17 anos.
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Além do Riachuelo, Priscila já defendeu as cores do Aldo Luz e Vasco, do Rio de Janeiro – Foto: Leo Munhoz/NDPriscila era uma das mais experientes no barco vencedor, que também tinha força jovem, a exemplo da também manezinha Luiza Silva Nazario, de 16 anos, que começou.
No domingo, ela voltou a remar com uma das suas referências no esporte: Laila Borges. “Hoje disputamos o oito com, uma experiência totalmente diferente. Conseguimos essa pra história”, disse Luiza.
A remadora Giulia Renata Alves dos Santos, 18 anos, do América de Blumenau, ficou em segundo com a equipe no oito com e em 1º em duas outras provas.
Giulia Renata quer seguir no remo e está se despedindo da categoria júnior, para atletas com 18 anos – Foto: Leo Munhoz/ND“Sempre fui muito de água e, na primeira aula, me apaixonei e estou até hoje”, declarou a atleta. Numa das provas que venceu, ontem, Giulia precisou de sangue frio.
“Temos que cuidar muito do nosso material e a raia um, por causa do vento, começou a vir na nossa direção. Precisamos tirar o barco da nossa raia e quase batemos na outra. Foi complicado, tem que ser muito ninja, mas deu tudo certo e estou muito feliz de trazer esses resultados para o América”, comentou.
O manezinho Pedro Schmitz, de 17 anos, do Martinelli, venceu uma das provas mais tradicionais, o single skiff sênior, que confere o troféu Adolpho Konder, em circulação desde 1938.
Pedro Schmitz trouxe o tradicional troféu para o Martinelli – Foto: Leo Munhoz/ND“Entrei na água focado em sair na frente e vencer. Nos 250 metros finais, teve uma disputa com o América, mas reagi bem e mantive até o final. Fiquei feliz, porque trabalhamos muito para vencer”, afirmou.
João Carlos Freiberger, 60 anos, venceu o single skiff máster F, para remadores a partir dos 60 anos, pelo Aldo Luz.
Os amigos Freiberger e Liquinho, remadores do Aldo Luz – Foto: Leo Munhoz/ND“Na categoria, sou iniciante, digamos. Não é que ficou fácil, mas tive uma certa vantagem”, brincou Freiberger, que remou dos 15 aos 19 anos, ficou 36 afastado e voltou há quatro.
“Não existe prova tranquila. Tu nunca sabe como o adversário está. A apreensão, o nervosismo é igual”, falou em relação à prova.
Fortalecimento do esporte
Além dos remadores, centenas de pessoas prestigiaram a regata ontem. Entre eles a família de Ariel Alcides Martins Mendes, 27 anos, pai do Theo, de três anos, e marido da Kauany, 26. Arial e a mulher também remavam, mas pararam há seis anos.
Kauany e Ariel pararam de competir, mas Theo pode pintar na água em breve – Foto: Leo Munhoz/ND“Quem sabe futuramente eu coloco o Theo”, disse sobre o pequeno. De Florianópolis, Ariel e Kauany torcem para o Martinelli.
Prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD) também prestigiou a regata. “O remo é uma atividade que sempre foi característica da cidade, pela própria vocação da Ilha e está vivendo um momento muito bom. Hoje, temos um monte de crianças e famílias. A cidade precisa dessa volta ao mar. Por isso estou aqui e a prefeitura está apoiando”, declarou.
Carlos Alberto de Melo Dutra, o Liquinho, disse que a etapa foi uma grande vitória do remo. “A sinaleira facilitou o acesso. Tivemos o brilhantismo das provas de canoagem e escaler, além das provas do estadual, onde tivemos a mudança de cenário, com o Riachuelo mais forte”, avaliou. Ele agradeceu o apoio da prefeitura e disse que o remo espera, também, incentivo do Estado.
André Dutra, presidente da Feresc, Topázio Neto, prefeito, e Zena Becker, coordenadora de projetos especiais e relacionamento com a sociedade civil da PMF – Foto: Leo Munhoz/NDPresidente da Feresc (Federação Estadual de Remo de Santa Catarina), André Dutra ponderou que tudo colaborou para o sucesso da regata, inclusive o clima. Ele manteve sua expectativa em relação ao campeonato: decisão só na última etapa.
“As provas de hoje foram muito equilibradas, jogando a decisão para a etapa de 8 de outubro em Blumenau, quando serão entregues os troféus das cinco categorias: para-remo, júnior, sênior, máster e escola de remo”, explicou o presidente.
Os barcos voltam para a água em outubro, na etapa de fechamento em Blumenau – Foto: Leo Munhoz/NDA etapa derradeira do estadual será realizada em paralelo à Oktoberfest. O evento será num sábado à tarde e as provas terão uma distância menor, ou seja, a expectativa é de mais velocidade e barcos disputando as vitórias na linha de chegada.