Intoxicação alimentar: 10 dicas de como evitar problemas nas festas de fim de ano

Com as festas de fim de ano chegando, os riscos de intoxicação alimentar ou mal-estar em crianças e adultos podem ser altos; separamos algumas dicas de como evitar esse problema no Natal ou Réveillon

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A intoxicação alimentar é causada por alimentos contaminados por fungos ou bactérias, ou até mesmo pela ingestão de água contaminada. Em alguns casos, pode ser fatal.

Limpar o hortifruti corretamente antes do consumo pode evitar a intoxicação alimentarLimpar o hortifrúti corretamente antes do consumo pode evitar a intoxicação alimentar – Foto: Higiclear

Nas festas de fim de ano, a tradição da mesa farta pode favorecer os casos de intoxicação, à medida que comemos em excesso e, por vezes, alimentos diferentes do cotidiano. Aliado a isso tudo, o verão ainda traz altas temperaturas, as quais podem influenciar na qualidade da comida.

Para evitar esse problema, as nutricionistas Thaís Cavalcante e Lisandra Kraus separaram 10 dicas de como lidar, evitar e até contornar uma possível intoxicação alimentar indesejada em uma época festiva.

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10 dicas de como evitar a intoxicação alimentar

1) Higiene pessoal: caso você ou algum membro da família esteja doente ou com algum sintoma gastrointestinal, não é indicado que manipule alimentos, para prevenir a transmissão de bactérias e microrganismos.

2) Atenção aos prazos de validade: os alimentos vencidos ou perto de vencer costumam ser mais vulneráveis às bactérias e o indicado é não cozinhá-los, evitando riscos.

3)  Atenção aos produtos lácteos: escolha produtos lácteos pasteurizados para reduzir o risco de contaminação por bactérias como a Salmonella.

4) Cuidado com as frutas: as frutas também são grandes causas de intoxicação alimentar, por contaminação, pois no calor, há nelas uma grande multiplicação de fungos e bactérias.

5) Refrigeração adequada: mantenha os alimentos perecíveis refrigerados a temperaturas seguras (abaixo de 5°C) e não deixe alimentos prontos para comer à temperatura ambiente por longos períodos.

6) Atenção as temperaturas: sempre fazer o controle do buffet, de forma que os alimentos quentes não fiquem em exposição a temperaturas menores que 60°C e os frios a temperaturas superiores a 10°C.

7) Saladas: quando consumir saladas, sempre temperar com sal e vinagre, pois, assim, um possível agente patológico será neutralizado.

8) Limpeza de hortifrúti: fazer a higienização correta dos hortifrúti (aqueles que vão ser consumidos em sua forma cru);

9) Beber bastante água: para evitar a intoxicação por excesso de consumos, devemos beber bastante líquido, para que os rins e o fígado consigam ir eliminado possíveis excessos;

10) Evitar a contaminação cruzada: use tábuas de corte separadas para alimentos crus e cozidos, e limpe utensílios entre cada uso. Isso evita a transferência de bactérias entre os alimentos.

Intoxicação alimentar, o que é?

Segundo a nutricionista Lisandra Kraus, existem dois tipos de intoxicação alimentar: uma por excesso no consumo de alimento ou bebida e outra pelo consumo de bebidas ou alimentos contaminados por algum agente, que pode ser bactéria ou fungo.

Ambos casos devem ser tratados com muita hidratação para que os rins e o fígado consigam eliminar eventuais excessos. Em determinadas situações, porém, o paciente deve ser avaliado por médico, para verificar se é necessário o uso de algum medicamento.

Sintomas de intoxicação

Lisandra também destacou que os sintomas em geral começam por um desconforto gástrico (podendo haver diarreia, inclusive), dores de cabeça geralmente acompanhadas de sede e sensação de boca seca.

Sintomas de intoxicação alimentar começam com desconforto gástrico, podendo ter diarreia ou não e dores de cabeçaSintomas de intoxicação alimentar começam com desconforto gástrico e dores de cabeça – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

O tratamento pode ser iniciado em casa, com muita hidratação e dieta leve (sem gorduras, derivados de leite, embutidos e carnes vermelhas principalmente).

Se persistir a diarreia ou vômito por mais de 24 horas, deve- se procurar ajuda médica. O mesmo vale para casos de febre.

Cuidados dobrados com crianças

Para ajudar os pequeninos, é essencial se atentar a detalhes como: higiene das mãos, temperatura e conservação dos líquidos oferecidos, como água e sucos.

Evitar alimentos de difícil digestão é outra dica valiosa, para evitar alteração nos horários de sono dos pequenos, o que pode dificultar a digestão.

No primeiro sinal de diarreia ou vômito já se deve iniciar a ingestão de soro caseiro, pois, ainda que seja necessário levar a criança ao serviço de saúde, ela não chegará tão debilitada.

“Uma receita caseira que pode ajudar muito é o soro caseiro, que pode ser usado em todas as idades, ele pode colaborar muito para uma não piora em caso de intoxicação”, frisa a nutricionista.

Receita: um copo de água filtrada ou fervida, 1 colher de café rasa de sal e 1 colher de sopa rasa de açúcar. Oferecer uma colher de sopa do soro a cada hora, acompanhada de água.

Se os sintomas persistirem, é aconselhado buscar ajuda médica.

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