O retorno das crianças às salas de aula é uma preocupação para pais, professores e gestores públicos diante da pandemia de Covid-19. Em Brusque, as aulas retornaram no dia 8 de fevereiro e até está terça-feira (3), dos 2 mil profissionais da educação, 120 estão afastados por conta da doença.
Desses profissionais, 15 testaram positivo para o vírus, 70 estão aguardando o resultado e 35 estão afastados pois tiveram contato com alguém que foi contaminado.
Entre os estudantes, 7 estão afastados pois tiveram o resultado positivo para a doença, eles estudam em 7 escolas diferentes. 93 alunos apresentaram sintomas, mas ainda não confirmaram a doença.
Seguir
Alunos que estiverem com qualquer sintoma não devem ir à escola – Foto: Governo de SC/Divulgação/NDDe acordo com a secretária da Educação, Eliani Aparecida Busnardo Buemo, o monitoramento dos números é realizado por uma equipe ou alguém responsável pela própria escola.
“Todos que apresentam sintomas na escola são imediatamente isolados e encaminhados ao Centro de Triagem. Este monitoramento diário visa a identificação precoce dos casos para diminuir a disseminação e contaminação do vírus, além de possibilitar que a secretaria de Educação monitore a situação da pandemia nos educandários”, explicou Eliani.
Os números de infectados são atualizados diariamente no site da prefeitura de Brusque. “Toda unidade escolar faz a divulgação dos boletins diários com os registros dos casos de Covid-19 entre servidores e estudantes por meio dos grupos de WhatsApp”, salientou Eliani.
Vereadora pede divulgação obrigatória no Portal da Transparência
A vereadora Marlina Oliveira (PT), propôs através do projeto de lei de n° 17/2021 que a prefeitura divulgue através do Portal da Transparência uma lista com o número de infectados nas escolas, entre profissionais, professores e alunos.
De acordo com a parlamentar, a proposta vem de uma demanda que ela recebe dos próprios educadores e mães de alunos. “Cotidianamente recebo mulheres, mães, servidoras públicas que estão preocupadas com essa situação em relação a pandemia, pois há muitas dúvidas se a escola é de fato um local seguro para as crianças e profissionais”, enfatizou Marlina.
Marlina atuou como coordenadora de Educação em Brusque por 10 anos – Foto: Divulgação/NDPara a parlamentar, quanto mais divulgação ocorrer desses números, mais segura será a decisão dos pais e professores. “Nós precisamos tornar público os dados por escola, para que as famílias tenham transparência e consigam decidir se devem enviar os filhos às escolas ou não. Se as pessoas podem acompanhar através de portal da transparência elas poderão tomas decisões com mais segurança”, destacou.