3 dicas infalíveis para não exagerar na bebida alcoólica e sofrer com ressaca na festas

Convites para happy hour, festa da empresa e eventos de confraternização se multiplicam nessa etapa do ano; entenda quando o consumo é considerado abusivo

Redação ND Florianópolis

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Chegamos ao fim do ano e os convites para happy hour, festa da empresa e eventos de confraternização se multiplicam. Algo comum nessas ocasiões e que não costuma faltar é a bebida alcoólica, inclusive consumida de forma mais frequente e intensa nas festividades. Mas, como saber se esse consumo é exagerado e também prejudicial à saúde?

Consumo abusivo de álcool é definido no Brasil pela ingestão de quatro ou mais doses para mulheres e de cinco ou mais doses para homens – Foto: Pixabay/Reprodução/NDConsumo abusivo de álcool é definido no Brasil pela ingestão de quatro ou mais doses para mulheres e de cinco ou mais doses para homens – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

Essa é uma dúvida muito comum e pesquisa realizada pelo Ipec, a pedido do CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), mostrou que a maioria dos entrevistados desconhecem os parâmetros de consumo abusivo e, quando apresentados às referências, consideram-nas “muito baixas” e não acreditam que o consumo nessas quantidades ofereça danos à saúde.

“É preocupante, pois sem esse conhecimento, as pessoas que optam por beber dificilmente poderão fazer escolhas mais saudáveis ao adotar padrões menos prejudiciais de consumo, o que as expõe a riscos à saúde que poderiam ser totalmente evitáveis”, ressalta Arthur Guerra, psiquiatra e presidente do CISA.

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O consumo abusivo de álcool é definido no Brasil pela ingestão de quatro ou mais doses para mulheres e de cinco ou mais doses para homens, sendo que uma dose equivale a uma lata de cerveja (350 ml), uma taça de vinho (150 ml) ou um shot de destilado (45 ml).

De maneira simplificada, seria algo como beber mais de quatro chopes ou meia garrafa de vinho em cada ocasião.

Ao contrário do que muitos imaginam e até chegam a ironizar, Guerra esclarece que beber muito em um curto período de tempo é um dos padrões mais perigosos de consumo de álcool e está sim associado a danos de curto e longo prazo à saúde, como intoxicação ou amnésia alcoólica e envolvimento em acidentes de trânsito, brigas, afogamento ou queda.

Além disso, quanto mais frequente, maior o impacto negativo do álcool em diversos órgãos e sistemas, especialmente no trato gastrointestinal, fígado, sistema nervoso e cardiovascular.

Portanto, manter a moderação e adotar alguns hábitos quando decidir beber é essencial para não exagerar no consumo e estragar a festa.

Confira:

  1.  Intercale a ingestão de álcool com bebidas não alcoólicas: o álcool inibe o hormônio que regula a quantidade de água eliminada. Desidratado, o organismo tem dificuldade de desempenhar suas funções normalmente.
  2. Não beba de estômago vazio: alimentar-se bem antes de beber é importantíssimo para proporcionar uma absorção mais lenta do álcool no organismo e, assim, minimizar os efeitos negativos do álcool no corpo.
  3. Beba devagar: a velocidade de consumo também impacta nos efeitos do álcool no organismo – quanto mais rápido a pessoa bebe, maiores os riscos.

“Também não adianta usar a justificativa de que não bebeu a semana toda para abusar no fim de semana. É mais prejudicial beber de forma exagerada em um dia, do que beber de forma moderada ao longo da semana”, explica o presidente do CISA.

Outro alerta relevante é que em algumas situações qualquer quantidade de álcool é um risco à saúde. Esse é o caso de menores de 18 anos, gestantes e quem faz uso de medicamentos, tem alguma doença associada ao álcool ou vai dirigir, que devem evitar completamente a ingestão de bebida alcoólica.

Por fim, uma recomendação que envolve os amigos: respeite a decisão de quem optou por não beber, não insista. Inclusive, tem crescido o número de pessoas que preferem não consumir álcool.

No outro extremo, dê um toque para quem estiver bebendo além da conta. Peça uma bebida não alcoólica ou um petisco para essa pessoa e evite que ela dirija. São atitudes protetivas que podem fazer diferença.

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