O maior número de casos em Santa Catarina e mais de 14 mil casos registrados só em 2021. A dengue preocupa em Joinville e a doença avança pelos bairros. De acordo com o painel da dengue, o Petrópolis lidera a lista de casos confirmados, com 1.441, seguido de Floresta e Boehmerwald, todos com mais de mil casos. O Aventureiro tem o maior número de focos, com 705, segundo os dados do município.
Joinville tem mais de 14 mil casos de dengue confirmados desde o início do ano – Foto: Divulgação/NDA evolução dos casos no município é acompanhada pelas equipes da Secretaria da Saúde que, a partir dos dados, define o cronograma de trabalho realizado diariamente na cidade. Apesar do número de casos, focos e as informações disponibilizadas, ainda há dúvidas, mitos e verdades espalhados sobre o mosquito Aedes aegypti, como combatê-lo, como prevenir e tratar a doença.
Conheça mitos e verdades sobre a dengue:
SeguirOs cuidados com a dengue podem ser reduzidos no inverno
MITO: As baixas temperaturas até minimizam a circulação do mosquito, mas ele não “some” no inverno. Além disso, os ovos depositados em criadouros resistem por mais de um ano e, em condições climáticas favoráveis, podem eclodir e reiniciar o ciclo de vida do mosquito.
A dengue pode ser contraída mais de uma vez
VERDADE: A dengue possui quatro sorotipos e dois deles circulam em Joinville. Após contrair a doença, a pessoa fica imunizada apenas para aquele tipo específico e pode contrair outros sorotipos. As formas mais graves da doença podem se manifestar em qualquer uma das infecções.
Inseticidas eliminam o Aedes aegypti
MITO: O uso de inseticidas ajudam a espantar o mosquito, mas não o impede. A recomendação é para o uso de repelente especialmente nas penas e braços, além das áreas mais expostas ao mosquito. Para combater o mosquito é fundamental eliminar os objetos que podem ser utilizados como criadouros.
Existe vacina contra a dengue
VERDADE: Neste momento a vacina é oferecida na rede particular e só pode ser tomada por pessoas que já tiveram a doença e em uma faixa etária específica.
Rios, riachos e córregos são criadouros do mosquito
MITO: O mosquito não coloca os ovos em água corrente. Mas lixo, recipientes e pneus descartados nas margens de rios e córregos podem acumular água limpa e se tornar criadouros do mosquito. Por isso, a limpeza dos locais é fundamental para evitar a criação do Aedes aegypti. As piscinas também não são ambientes propícios para a colocação de ovos, desde que estejam com a água devidamente tratada.
Nenhum medicamento cura a dengue
VERDADE: Não há antiviral que cure a dengue e sim medicamentos para tratar os sintomas após o diagnóstico, como os analgésicos utilizados para aliviar as dores musculares. Mas, atenção: deve-se evitar o uso de medicamentos como AAS e anti-inflamatórios como diclofenaco, nimesulida e cetoprofeno.
Água sanitária ajuda a eliminar larvas do mosquito
MITO: A água sanitária evapora rapidamente e não elimina as larvas. Os produtos que podem eliminar as larvas são o hipoclorito de sódio ou o cloro. Lembre-se: recipientes e potes de alimentos de animais devem ser bem escovados. Locais como calhas, ralos e caixas de passagem devem ser protegidas com tela.
Hidratação ajuda a curar a dengue
VERDADE: A hidratação é fundamental para o tratamento da doença e, por isso, é recomendável a ingestão abundante de líquidos como água, água de coco, chás naturais e o soro caseiro. A dengue causa saída de água de dentro dos vasos sanguíneos para outras partes do organismo, podendo causar queda de pressão, líquidos no pulmão ou abdômen, bem como sobrecarga nos rins.
Não é preciso se preocupar com o mosquito em lugares altos
MITO: Embora o raio de voo do mosquito seja baixo, cerca de 1,5 metro de altura, ele pode ser levado para locais mais altos com a ajuda do vento ou, até mesmo, ao pousar em roupas e outros objetos.
Combater o mosquito Aedes aegypti é a melhor forma de prevenir a dengue
VERDADE: A maneira mais efetiva de evitar a proliferação do mosquito é eliminar o acúmulo de lixo e proteger locais que podem virar possíveis criadouros, tais como vasos de plantas, tampas e garrafas plásticas, bromélias, piscinas sem uso e sem manutenção, pneus, caixas d’água, pequenos recipientes, entre outros.