A polêmica sobre o uso da tríplice viral no combate à Covid-19 em SC

Possível parceria entre a Prefeitura de Florianópolis e a UFSC, responsável pela pesquisa, divide a internet

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A divulgação de uma possível parceria entre a UFSC e a Prefeitura de Florianópolis para uso da vacina tríplice viral como forma de fortalecer o sistema imunológico e reduzir a gravidade da Covid-19, acabou provocando polêmica e uma corrida às farmácias atrás do imunizante. O assunto dividiu a internet , com questionamentos sobre a eficácia em relação ao coronavírus.

Pesquisa começou a ser feita pela UFSC no ano passado – Foto: Reprodução/NDTVPesquisa começou a ser feita pela UFSC no ano passado – Foto: Reprodução/NDTV

Gean Loureiro (DEM), que divulgou na terça-feira, pelas redes sociais, a reunião com os pesquisadores responsáveis pelo estudo iniciado em 2020, voltou a se manifestar nesta quinta-feira (11) sobre os resultados positivos no uso da vacina no estímulo à “imunidade inata”, com possibilidade de prevenir a infecção pela Covid-19 ou diminuir sua severidade por diminuição da carga viral.

“Jamais vendi a vacina da tríplice viral como uma solução para o combate da Covid. E deixei claro: a nossa equipe técnica está analisando os resultados, vai aguardar publicação oficial e será analisado pelos seus pares. E é esse o procedimento correto e ético de qualquer pesquisa científica. Então, o que eu disse de errado?”, afirmou o prefeito.

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Ele reiterou interesse no assunto, “caso todas as análises se mostrem positivas”, e disse que “isso não tira nosso foco no combate à Covid-19 e nem de priorizar a vacinação que já está sendo aplicada contra o coronavírus”.

“Jamais vou vender uma solução milagrosa aqui. Jamais vou recomendar uma medicação sem os devidos estudos que a respaldam. Até porque não sou um profissional da área e nem médico”, rebateu Gean.

A UFSC e a secretaria municipal de Saúde também se manifestaram, em nota conjunta. O texto registra que as respostas da pesquisa são “animadoras”, mas que ainda dependem de etapas fundamentais “para que venha a ser aprovada e validade para ser utilizada junto à população”.

Além disso, o documento alerta para que não haja qualquer movimento de procura do imunizante junto aos postos de saúde. “Caso haja definição por seu uso em meio à pandemia da Covid-19, haverá campanhas oficiais dos órgãos sanitários no sentido de orientar devidamente a população sobre grupos, datas e locais de acesso”.

Confira entrevista com o médico e professor Edison Fedrizzi, coordenador da pesquisa sobre a tríplice viral.