A rotina de Rosângela Cardoso, primeira vacinada contra Covid-19 em Joinville

Saiba quem é a copeira que trabalha no Hospital São José, escolhida para ser a primeira imunizada contra a doença na cidade

Redação ND Joinville

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“Eu espero que com essa vacina a gente possa dar um abraço na nossa família, dar um beijo no parente”. Essas foram as palavras ditas por Rosângela de Oliveira Cardoso, mulher negra de 51 anos, mãe, casada há 28 anos – a copeira do Hospital São José que ficou conhecida por ter sido a primeira a tomar a vacina contra Covid-19 em Joinville, no Norte de Santa Catarina.

Rosângela ao lado do marido e do filho em casa – Foto: Ricardo Alves/NDTVRosângela ao lado do marido e do filho em casa – Foto: Ricardo Alves/NDTV

“Me senti priorizada por estar no meio de tantos funcionários e ser escolhida entre os oito para tomar a vacina. É uma benção de Deus. Foi muito bom!”, comemorou. “Quando recebi a ligação e minha chefe perguntou se eu queria tomar. Nem pensei, respondi na hora que queria porque a gente precisa tomar essa vacina”.

Desde a tarde desta terça-feira (19), quando recebeu a primeira dose contra a doença, a rotina de vida simples de Rosângela deu espaço para câmeras e microfones. Todos queriam conhecer a história dela, que teve início longe de Joinville.

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Ela nasceu em Criciúma, no Sul do Estado, mas há 27 anos se dedica ao Hospital São José. A trabalhadora começou como auxiliar de cozinha, por um período foi a cozinheira da creche, depois cuidou dos pacientes que precisam se alimentar por sonda e agora é copeira.

Rotina de cuidados em casa continua

Rosângela ao lado do marido e do filho em casa – Foto: Ricardo Alves/NDTVRosângela ao lado do marido e do filho em casa – Foto: Ricardo Alves/NDTV

Horas depois de ser vacinada, já sem o batalhão de repórteres e cinegrafistas à frente, Rosângela voltou para casa, no bairro Aventureiro. Lá, o hábito criado em função da pandemia se mantém: a retirada de sapatos, higienização das mãos e troca de roupas.

“Vamos continuar com o mesmo cuidado que tínhamos antes. Ela está imunizada, mas a gente (família) ainda não”, garantiu José Carlos Cardoso, marido de Rosângela. Mas, claro, a felicidade era grande na família e foi vista nas redes sociais, em uma postagem do filho no Twitter.

Apesar de todos os cuidados, Rosângela acabou infectada pelo vírus no ano passado. “Foi leve. Perdi o paladar, tive dor de cabeça. E fiquei em casa, para manter o distanciamento”, disse.

A expectativa agora está pela segunda dose da vacina, que deve ocorrer no início de fevereiro. A cidade aguarda novo lote do Governo Estadual, que repassou apenas 5.464 doses neste primeiro momento e deve mandar a mesma quantidade em data próxima à segunda dose.

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