Representantes da SES/SC (Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina) se reúnem nesta terça-feira (5) em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, para discutir medidas de controle à epidemia da Dengue na região com órgãos competentes do município. O objetivo do encontro é uma atualização do cenário epidemiológico e a definição de medidas a serem implementadas, tanto para controle do mosquito Aedes aegypti, quanto para assistência dos casos suspeitos de dengue.
Estado registrou, até março, um aumento de 207% no número de notificações de casos suspeitos de dengue – Foto: Fotos: Marcos Albuquerque/PMF“É fundamental garantir uma assistência oportuna e qualificada aos casos suspeitos, para evitar a ocorrência de casos graves e mortes por dengue nas próximas semanas”, destacou o diretor da DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), João Augusto Brancher Fuck.
Na última semana, foram realizadas duas capacitações no formato on-line, com o apoio de médicos infectologistas da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). Pelo menos 500 profissionais dos serviços de saúde do Estado participaram dos cursos. O intuito foi orientar os profissionais de saúde sobre o diagnóstico clínico e diferencial, hidratação monitorada e sinais de alarme na dengue.
SeguirCenário da dengue em SC
O Estado registrou, até março, um aumento de 207% no número de notificações de casos suspeitos de dengue em comparação ao mesmo período do ano de 2021, e de 190%, no número de casos confirmados da doença. A transmissão de dengue já foi registrada em 51 municípios do Estado, sendo que 16 municípios apresentam transmissão em nível de epidemia (a taxa de incidência é superior a 300 casos para cada 100 mil habitantes).
Com o aumento no número de casos, cresce também a preocupação com o adequado manejo clínico, com a suspeição da doença, notificação e acompanhamento, de forma a evitar casos graves e óbitos pela dengue. De acordo com o último boletim epidemiológico, foram registrados 5.478 casos de dengue no estado, sendo que 4.156 (76%) são autóctones, ou seja, a infecção ocorreu no território catarinense.
Ao todo, já foram confirmados quatro óbitos pela doença e seis permanecem em investigação pelas Secretarias Municipais de Saúde, com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.
Os quatro óbitos por dengue confirmados no ano de 2022 residiam nos municípios de Criciúma (caso importado), Seara, Itá e Romelândia (os três autóctones). Os seis casos em investigação residiam nos municípios de Chapecó (02), Ascurra, Brusque, Seara e Palmitos.
Sintomas da doença
Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto, que tem duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.
Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:
- Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
- Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo; mantenha lixeiras tampadas;
- Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
- Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água; trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana; mantenha ralos fechados e desentupidos;
- Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana; retire a água acumulada em lajes;
- Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
- Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário; evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
- Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
- Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.