O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), conversou com a reportagem do ND+ nesta segunda-feira (7) sobre a receptividade da população sobre a liberação do uso de máscaras e também a situação hídrica do município do Oeste catarinense.
João Rodrigues prefeito de Chapecó falou sobre as mudanças. – Foto: Prefeitura de Chapecó/Divulgação/NDO uso do equipamento de proteção individual tornou-se facultativo desde a última quarta-feira (4) com a publicação do decreto municipal. De acordo com o prefeito, a medida foi positiva entre a sociedade chapecoense.
“Não faz sentido você entrar o restaurante de máscara, passar pela recepção e já pode tirar. Vai para a praia e 1 milhão de pessoas em Balneário Camboriú, 500 mil em Itapema e 700 mil em Florianópolis e ninguém com mascara. Ai a dona de casa para ir ao mercado precisa usar máscara. Então, nós acabamos com a palhaçada e usa quem quer em Chapecó”, conta o prefeito.
SeguirApesar disso, João Rodrigues afirma que é indicado o uso do equipamento por parte das pessoas que utilizam unidades de saúde.
De acordo com o decreto municipal 42.220, o disposto não se aplica aos serviços públicos e privados, pelos trabalhadores de saúde, inclusive estagiários, pacientes, acompanhantes ou visitantes e pessoas que se encontre infectada ou com suspeita da Covid-19 durante o período de transmissão, ou que se apresente sintomas gripais.
“Preservamos em ambientes de saúde, como é o caso de hospitais ou unidades de saúde que as pessoas buscam esses ambientes para tratamento de saúde. No entanto, no que se refere ao âmbito municipal, usa quem quer”, complementa o prefeito.
Além de Chapecó, outros municípios de Santa Catarina e a cidade do Rio de Janeiro tornaram o uso da máscara como facultativo.
“É só ver a situação da sua cidade que a dona de casa está sendo constrangida pelo dono do mercado que é obrigado a fiscalizar isso. Precisamos parar com essa humilhação e essa fase que estamos vivendo da economia. Acredito que isso vai ser efeito cascata no Brasil inteiro”, defende o prefeito.
Situação hídrica de Chapecó
Entre os assuntos abordados durante a entrevista com o Grupo ND, o prefeito destacou que vai seguir brigando para que os interesses da população seja atendido.
Prefeito João Rodrigues concede entrevista exclusiva para o Grupo ND – Foto: Reprodução/NDTV“A Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) tem faltado ao longo das décadas com Chapecó porque nunca fez os investimentos necessários. No final do ano, chegou ao cumulo e não é só nesse ano como todos de não ter água para beber, cozinhar, usar um sanitário ou lavar uma roupa. Então, é uma humilhação que a sociedade sofre”, conta.
Ainda conforme o prefeito, houve um comunicado para a Casan que, caso as metas não fossem cumpridas, o contrato seria rompido e o sistema seria municipalizado.
“A Casan vem cumprindo até aqui e atendido de acordo com as datas que propusemos que isso fosse feita para amenizar a falta de água […] Por isso, terão a missão de trazer água do Rio Uruguai para abastecer toda a cidade de Chapecó até dezembro”, finaliza o prefeito.