Desde o início da pandemia do coronavírus, houve-se falar que os idosos são o principal grupo de risco para a doença e, de fato, os números mostram que eles formam a maioria das vítimas fatais da Covid-19. No entanto, o novo cenário da pandemia em Santa Catarina mostra que os jovens têm procurado cada vez mais atendimento e, em Joinville, não é diferente.
Jovens têm buscado mais atendimento médico por causa do coronavírus em Joinville – Foto: Raquel Schiavini SchwarzDados da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) apontam que 43% dos casos ativos da Covid-19 em Santa Catarina são de pessoas com idade entre 20 e 39 anos. Já em Joinville, o índice de pessoas entre 20 e 40 anos contaminadas desde o início da pandemia chega a 45,6%. Ou seja, os jovens podem até morrer menos, mas são a maioria dos casos.
Apesar disso, especialistas já alertam para uma mudança nesse panorama: neste momento, os jovens têm chegado ao atendimento com quadros mais graves, necessitando até mesmo de internação. “Já temos alguns casos de jovens em estado grave em Joinville”, alerta o prefeito Adriano Silva.
SeguirA situação acende um alerta principalmente para a desobediência desse grupo em relação às restrições impostas pelo poder público.
“O que fica muito evidente é a questão das confraternizações e festas clandestinas. Eu recebi vídeos de uma mãe dizendo que a filha estava em um estabelecimento com festa, pedindo que eu fizesse alguma coisa. A gente interveio por meio de fiscalização, mas quando um pai ou uma mãe não conseguem segurar um filho pra não ir a uma festa é o poder público que tem que fazer ação de polícia”, fala Jean Rodrigues, secretário de saúde.
Para ele, o maior desafio da pandemia envolve fazer as pessoas entenderem a importância de respeitar as restrições. “Eu não tenho sombra de dúvida que o maior desafio é o desafio cultural”, lamenta.