Alzheimer tem relação direta com ‘número 2’, diz estudo

Alzheimer pode ter relação com saúde do intestino, de acordo com estudo divulgado pela Conferência Internacional da Associação da doença

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Um estudo da Conferência Internacional da Associação de Alzheimer revelou ligação direta entre intestino e saúde mental. Após seis anos de trabalho, pesquisadores perceberam que, entre os sinais precoces de Alzheimer, está a constipação.

Alzheimer teria ligação direta com funcionamento irregular do intestinoConstipação pode ser um indicador precoce de risco para a demência – Foto: Freepik/Divulgação/ND

Sim, indicativos dessa condição debilitante podem residir no intestino, não apenas na mente. Especialmente quando os movimentos intestinais ocorrem a cada três dias. Demorar para ter vontade de ir ao banheiro pode ser um indicador precoce de risco para a demência.

Especialistas destacam uma correlação direta entre constipação crônica e declínio na função cognitiva, equiparável a três anos de envelhecimento.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Alzheimer não é apenas mente

A pesquisa também revelou que 73% dos casos com déficit cognitivo estavam associados à constipação. Isso sugere que problemas intestinais regulares podem ser marcadores ocultos de doenças degenerativas. Mais ainda: indivíduos que evacuavam mais de duas vezes por dia apresentaram risco ligeiramente maior de desenvolver demência.

Os cientistas vincularam a constipação à presença reduzida de bactérias produtoras de ácido graxo butirato e fibras alimentares. É o que pode contribuir para o declínio cognitivo e o Alzheimer. Essa descoberta ressalta a interconexão entre sistemas corporais e destaca a importância do tratamento precoce de disfunções intestinais.

O estudo destaca também a importância do tratamento precoce de disfunções intestinais. – Foto: Freepik/Divulgação/NDO estudo destaca também a importância do tratamento precoce de disfunções intestinais. – Foto: Freepik/Divulgação/ND

Outro estudo apresentado na mesma conferência reforça essa conexão. Destaca a relação entre o acúmulo de beta-amiloide, uma característica da doença de Alzheimer, e certas bactérias na microbiota intestinal.

Essas descobertas promissoras evidenciam a importância de futuras pesquisas. O foco deve ser a relação entre o intestino e o cérebro na progressão da doença de Alzheimer. Isso deve oferecer pistas valiosas para intervenções preventivas e terapêuticas.

Tópicos relacionados