Ambulatório Trans de Florianópolis completa oito anos e espaço é revitalizado

Local recebeu nova pintura, mobiliário e painéis coloridos; em 2022, cerca de 870 pessoas trans, travestis e não-binárias foram acolhidas e mais de 4,5 mil atendimentos foram realizados

Leandra Cruber Florianópolis

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Há oito anos, o Ambulatório Trans de Florianópolis oferece serviços de saúde à população trans, travesti e não-binária. Agora, para comemorar o aniversário, a prefeitura inaugurou a revitalização do espaço, na Policlínica do Centro.

Para tornar o ambiente mais acolhedor, as paredes foram pintadas, o mobiliário trocado e o espaço recebeu painéis coloridos.

Em 2022, cerca de 870 pessoas trans, travestis e não-binárias foram acolhidas e mais de 4,5 mil atendimentos foram realizados. – Foto: Léo Russo/DivulgaçãoEm 2022, cerca de 870 pessoas trans, travestis e não-binárias foram acolhidas e mais de 4,5 mil atendimentos foram realizados. – Foto: Léo Russo/Divulgação

Mais de 4,5 mil atendimentos em 2022 

Segundo o coordenador do ambulatório, Marcello Lucena, ainda que a demanda tenha crescido, o objetivo é popularizar os serviços do lugar para que mais pessoas tenham acesso aos serviços médicos, de enfermagem, assistência social e psicológicos.

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“No ano passado, atendemos cerca de 870 pessoas e realizamos mais de 4,5 mil atendimentos. Isso mostra a potencialidade do ambulatório. E sabemos que existem mais pessoas trans, em Florianópolis, à procura de atendimento digno e acolhedor.”

Ambulatório trans é referência nacional 

Além do atendimento médico junto à assistência social, a assessora de Políticas LGBTQIA+ de Florianópolis, Selma Light, reforça o acolhimento prestado pelo ambulatório há oito anos.

“Harmonização é importante, sim, mas não é só isso. E é preciso entender o porquê desse espaço ser fundamental. Pela minha vivência e das demais pessoas envolvidas, sempre tivemos um olhar especial. Hoje, o ambulatório é referência para outras cidades também criarem espaços do tipo”.

O evento contou, também, com a presença do prefeito da Capital, Topázio Neto, da secretária de Saúde, Cristina Pauluci, e representantes de movimentos sociais.

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