Depois da confirmação do primeiro caso da varíola dos macacos no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou nesta sexta-feira (10) uma nota para orientar hospitais, clínicas e outros serviços de saúde sobre os procedimentos necessários ao controle da doença.
Anvisa divulgou nota técnica para orientar os hospitais – Foto: Reprodução/UKHSC/NDEntre as recomendações feitas pela agência estão:
- Manter uma distância mínima de 1 metro entre os leitos de pacientes;
- Acomodar os infectados em quarto privativo e bem ventilado;
- Isolar pessoas com os sintomas da doença até que desapareçam as crostas das lesões;
- Instalar barreiras físicas em áreas de triagem de casos suspeitos.
Já para os profissionais da saúde, recomenda-se o uso de EPI (equipamento de proteção individual), como máscara, óculos de proteção ou protetor facial.
SeguirAlém disso, a Anvisa informa que não existem produtos de limpeza específicos para limpeza de superfícies contaminadas. Por esse motivo, deve-se utilizar apenas produtos aprovados pelo órgão para higienizar os locais.
Devemos nos preocupar?
Segundo o infectologista Alexandre Boschirolli, o risco de uma pandemia como a de Covid-19 é improvável. “A preocupação deve existir, mas tenho a impressão que o controle não vai ser tão difícil”, afirma.
Boschirolli complementa dizendo que, diferentemente da Covid-19 nos primeiros casos, a varíola já tem vacina. Para ele, a experiência brasileira com o coronavírus e H1N1 fez com que nosso sistema de saúde desenvolvesse um sistema de vigilância efetivo, de maneira que deve controlar o surto da varíola dos macacos.
“O risco de uma pandemia (de varíola dos macacos) é improvável”, afirma infectologista – Foto: Ryutaro Tsukata/Pexels/Divulgação/ND“Mas é importante o empenho dos sistemas de saúde todos de reconhecer precocemente e isolar pessoas suspeitas, bem como fazer a investigação”, disse o infectologista.
O que é a varíola dos macacos?
Desde o dia 6 de maio o mundo inteiro está alerta com o surto da varíola dos macacos. O vírus já existia em alguns países da África, mas começou a espalhar-se para regiões que não costumava ter casos, como a Europa, infectando mais de 30 países atualmente.
A doença é transmitida a partir do contato com pessoas contaminadas e com lesões na pele. Além do uso de objetos, tecidos e superfícies utilizadas pelo infectado.
Apesar de não haver um tratamento específico, já existe vacina à varíola – Foto: Reprodução/Internet/NDApesar de não haver um tratamento específico para o paciente infectado com o vírus, os quadros clínicos normalmente são leves, necessitando mais atenção para as erupções na pele.
A doença geralmente se agrava em pessoas imunossuprimidas com HIV/aids, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.