Anvisa faz vistoria nas instalações da Fiocruz onde haverá produção de vacinas

Técnicos avaliam condições técnico operacionais do espaço e analisam documentos; inspeção deve ser concluída na sexta (30)

Foto de Agência Brasil

Agência Brasil Rio de Janeiro

Receba as principais notícias no WhatsApp

Técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realizam nesta semana uma vistoria nas instalações da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), onde será produzido o IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) da vacina contra a Covid-19.

Na inspeção, feita desde segunda-feira (26), os técnicos verificam condições técnico operacionais do espaço e analisam documentos. A inspeção deve ser concluída na sexta (30).

Fiocruz inicia envase do primeiro lote de IFA da vacina Covid-19, que passou a produzir em larga escala em março – Foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz/NDFiocruz inicia envase do primeiro lote de IFA da vacina Covid-19, que passou a produzir em larga escala em março – Foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz/ND

Instituição científica vinculada ao Ministério da Saúde, a Fiocruz possui um acordo com a Universidade de Oxford e com a farmacêutica inglesa Astrazeneca para fabricar no Brasil a vacina Covishield. O imunizante já está sendo usado no país desde janeiro, quando as primeiras doses foram importadas da Índia.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

A Fiocruz passou a produzi-lo larga escala em março. O IFA, no entanto, ainda precisa ser importado. Ele é fundamental na formulação da vacina porque traz a informação que faz com que o organismo comece a preparar suas defesas contra o vírus invasor. Sua produção ocorrerá no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos), localizado no Rio de Janeiro.

“A inspeção é um importante passo para viabilizar a produção do imunizante de forma 100% nacionalizada, a partir da transferência de tecnologia. As adaptações da área principal e a aquisição dos equipamentos necessários aos processos aconteceram em apenas seis meses, tendo sido realizados os testes de qualificações dentro do cronograma planejado”, diz em nota a Fiocruz.

A Anvisa, órgão de regulação vinculado ao Ministério da Saúde, tem entre suas atribuições avaliar e aprovar de forma técnica o uso de vacinas no Brasil. A produção do IFA pela Fiocruz também precisa do seu aval.

Outras vacinas

Além da Covishield, a outra vacina está sendo usada no Brasil para combate à covid-19 é a Coronavac. Ela também está sendo produzida no país, pelo Instituto Butantan. O centro de pesquisa biomédica vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo firmou um acordo com a Sinovac, laborátório chinês que desenvolveu o imunizante. O IFA dessa vacina também precisa ser importado.

Tanto a Coronavac como a Covishield receberam inicialmente o aval da Anvisa para uso emergencial em meio à pandemia. Em março, o imunizante desenvolvido pela parceria entre Universidade de Oxford e a AstraZeneca obteve o registro definitivo.

A vacinação ganhará nas próximas semanas o reforço da vacina produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech. Trata-se de outro imunizante que já possui o registro definitivo do órgão de regulação brasileiro. Ele foi concedido em fevereiro. Seu primeiro lote deve chegar ao país nesta quinta (29).

Há uma quarta vacina que conta com o aval da Anvisa para uso no país. Ela é produzida pela Janssen, braço farmacêutico da multinacional Johnson & Johnson. A fabricante teve aprovada sua solicitação para uso emergencial do imunizante em março. A entrega dos primeiros lotes está prevista para agosto.

Pedido negado

Na segunda (26), a Anvisa decidiu negar a dez estados o pedido para importação e uso emergencial da Sputnik V, vacina desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. Segundo o órgão, há falhas e pendências na documentação apresentada pelo fabricante.

Tópicos relacionados