Anvisa proíbe lâmpadas de bronzeamento artificial no Brasil por riscos graves à saúde

Anvisa proíbe fabricação de lâmpadas usadas em câmaras de bronzeamento artificial; medida visa dificultar uso ilegal da prática no Brasil

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Lídia Gabriella Florianópolis

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Vendas ou fabricações das lâmpadas fluorescentes de alta potência, utilizada em câmaras de bronzeamento artificial, foram proibidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), nesta quarta-feira (2). A medida busca dificultar o acesso a equipamentos que podem ser utilizados de forma irregular.

Imagem de câmara de bronzeamento artificialLâmpadas usadas em câmara de bronzeamento artificial é proibida no Brasil – Foto: Canva/ND

Apesar da prática ser proibida no Brasil desde 2009, a decisão atual reforça o que já havia sido determinado pela Resolução RDC nº 56/2009, que vetou o uso de aparelhos com UV (radiação ultravioleta) para fins estéticos.

O alerta sobre os riscos do bronzeamento artificial ganhou força após um relatório da IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer), publicado naquele ano, classificar as câmaras de bronzeamento como cancerígenas para seres humanos.

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Mesmo com a proibição em vigor há mais de uma década, ainda há relatos de uso clandestino dos equipamentos, o que levou a Anvisa a endurecer as restrições. A expectativa é de que a nova medida ajude a coibir práticas que colocam em risco a saúde da população.

Imagem de lâmpadas fluorescentes de alta potênciaLâmpadas fluorescentes de alta potência – Foto: Canva/ND

Riscos do bronzeamento artificial à saúde

Um artigo publicado na Revista de Saúde Pública aponta que a substituição da exposição solar pelo bronzeamento artificial aumenta a exposição ao UV, o que eleva os riscos de melanoma, principalmente em pessoas que iniciam essa prática precocemente e a mantém por longos perigos.

Associação com o câncer de pele

Em 2009, o Brasil proibiu o uso de câmaras de de bronzeamento artificial para fins estéticos, após a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificá-las como agentes altamente carcinogênicos, comparáveis ao cigarro.

Vale destacar que um estudo publicada na Revista OMNIA alerta que uma única sessão de meia hora pode equivaler a oito horas de exposição ao sol intenso, aumentando o risco de diversos tipos de câncer de pele.

Imagem de pessoa sentada com sinais no ombro e pessoa iluminandoO uso excessivo dessas máquinas podem acarretar em câncer de pele ou melanoma – Foto: Canva/ND

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