CPI da Covid: ‘Caso de polícia’, diz senador após depoimento do presidente do FIB Bank

Suposto vendedor de Alagoas teria tido seu nome e assinatura usadas indevidamente pela FIB Bank, empresa de Roberto Pereira Ramos Júnior

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Redação ND Florianópolis

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O diretor-presidente do Fib Bank, Roberto Pereira Ramos Júnior, prestou depoimento nesta quarta-feira (25) na CPI da Covid-19, no Senado. Os parlamentares visavam maiores informações sobre as negociações da Precisa Medicamentos para a compra da vacina Covaxin.

CPI da Covid ouviu nesta quarta (25) Roberto Pereira Ramos Júnior, diretor-presidente do Fib Bank – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Divulgação/NDCPI da Covid ouviu nesta quarta (25) Roberto Pereira Ramos Júnior, diretor-presidente do Fib Bank – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Divulgação/ND

Durante o depoimento, os senadores mostraram o áudio de um vendedor de Alagoas, que diz ter tido sua assinatura falsificada, junto com o uso indevido de seu nome, pela FIB Bank.

A empresa prestou serviços de garantia de fiança e garantiu o contrato da Precisa Medicamentos com o Ministério da Saúde na importação de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, usada contra a Covid-19.

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Segundo informações colhidas pelo Portal R7, o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o áudio é de Geraldo Rodrigues Machado, um dos sócios fundadores da FIB Bank.

Em sua fala, disse que em 2015, quando tentou financia uma moto, ficou surpreso com a negativação do crédito. “Descobri que tinha restrição de crédito por participar do quadro societário de algumas empresas do Estado de São Paulo”, afirmou.

Geraldo ainda afirmou que meses depois foi demitido e não recebeu seguro-desemprego, por participar desse quadro societário de diferentes empresas.

“Nunca estive em São Paulo, nunca assinei nenhuma ata, nunca participei de nenhuma reunião, nenhuma assembleia. Sempre falsificaram minhas assinaturas. Luto na Justiça há uns três, quatro anos, para resolver, mas até o momento a gente não conseguiu êxito”, explicou.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) ainda disse ser um “caso de polícia”, ao executar o áudio. Em janeiro de 2009, segundo Randolfe, Geraldo foi até uma Delegacia de Polícia de Alagoas para prestar depoimento como vítima, apontando que “tomou conhecimento do surgimento de outras duas empresas em seu nome no Estado de São Paulo”.

Confira o depoimento de Roberto Pereira Ramos Júnior na íntegra: