O empresário Carlos Wizard prestou depoimento nesta quarta-feira (30) na CPI da Covid-19, no Senado, cerca de duas semanas após ter sido convocado e faltado à sessão.
O empresário desembarcou no Brasil na segunda-feira (28), vindo dos Estados Unidos. De acordo com determinação da Justiça, ele teve de entregar seu passaporte à Polícia Federal, e o documento fica retido até terminar o depoimento.
Carlos Wizard compareceu à CPI da Covid-19, mas ficou em silêncio – Foto: AFP via Getty Images/Reprodução/NDO fundador de uma escola de idiomas é investigado por supostamente participar de um ‘gabinete paralelo’ que seria responsável pela tomada de decisões na pandemia e pelo aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro. Wizard nega todas as acusações.
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Wizard teve o sigilo telefônico e telemático (troca de dados por telecomunicação) quebrados ao ser investigado pela CPI da Covid-19.
Além disso, seu advogado, Alberto Toron, afirmou nesta quarta-feira que o sigilo bancário e fiscal de Carlos também será entregue aos senadores. A informação foi confirmada após questionamento da senadora Eliziane Gama (Rede-ES), que presidia a sessão no momento.
O empresário se utilizou de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que lhe permite ficar calado durante a sessão e não produzir provas contra si mesmo. Dessa forma, durante praticamente todo o seu depoimento, Carlos Wizard afirmou: “Me reservo ao direito de permanecer em silêncio”.
O presidente da CPI da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a comissão vai recorrer da decisão do STF após as perguntas dos parlamentares ficarem sem respostas.
Segundo o senador, o empresário não pode ficar sem punição, em menção ao vídeo exibido pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), no qual Wizard faz a defesa aberta de remédios sem comprovação científica contra a Covid-19 e ri após comentar que as cinco pessoas mortas no município de Porto Feliz (SP) só morreram porque decidiram ficar em casa.