Na CPI da Covid, Helcio Almeida entrega documentos que comprovam tentativa de corrupção

Ação teria sido tomada no dia 12 de março, quando Elcio Franco se reuniu com representantes da empresa Davati Medical Supply para uma suposta tentativa de venda de vacinas contra a Covid-19

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Redação ND Florianópolis

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O presidente da ONG Instituto Força Brasil, Helcio Bruno Almeida, depôs nesta terça-feira (10) na CPI da Covid, no Senado. Na sessão, foi entregue um documento comprovando que o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, de fato se reuniu com representantes da empresa Davati Medical Supply no dia 12 de março.

Coronel da reserva da Aeronáutica, Almeida supostamente estaria envolvido na negociação que aproximou integrantes da pasta com representantes da Davati. A reunião teria fins de negociar a compra de vacinas contra a Covid-19.

Helcio Bruno Almeida – Foto: Reprodução YoutubeHelcio Bruno Almeida – Foto: Reprodução Youtube

À frente da pasta, Elcio Franco era o número 2 do ex-ministro Eduardo Pazuello. A empresa teria tentado vender 400 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para o governo federal sem comprovar a entrega das mesmas e sem ter o aval dos fabricantes. Assim, a negociação virou alvo da CPI, em uma suspeita de corrupção.

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O encontro supostamente contou com 10 pessoas, entre elas, representantes do Instituto Força Brasil, presidido pelo tenente-coronel Almeida, da ONG Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), dirigida pelo reverendo Amilton de Paula, da empresa BR Med Saúde Corporativa e da Davati.

De acordo com o coronel, a reunião tinha sido agendada para discutir a regulamentação de compras de vacinas pela iniciativa privada. Dois dias antes do encontro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que permitia que empresas privadas comprassem os imunizantes. Entretanto, a legislação manda que as companhas doem todas as doses para o Sistema Único de Saúde durante a vacinação dos grupos prioritários.

A compra e venda de vacinas

O presidente do Instituto Força Brasil alegou não ter presenciado nenhuma oferta ou cobrança de propina durante as conversas do Ministério da Saúde com a Davati.

Já o policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que atuou como lobista da Davati, expôs ter recebido um pedido de propina, vinda do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, no valor de US$ 1 por dose na oferta de 400 milhões de doses feita ao governo.

Almeida havia ainda obtido um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda (9) que permitia que ele permanecesse em silêncio para não responder a possíveis questões que poderiam incriminá-lo.

*com informações do Portal R7

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