O sócio-proprietário da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, depôs nesta quinta-feira (19) na CPI da Covid, no Senado. O depoimento de Maximiano já havia sido adiado quatro vezes.
A empresa representou no Brasil o laboratório Bharat Biotech, fabricante da Covaxin, o contrato de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde é alvo de investigação.
CPI da Covid ouviu nesta quinta (19) Francisco Maximiano, sócio-proprietário da Precisa Medicamentos – Foto: Jefferson Rudy / Agência SenadoA Covaxin foi o imunizante mais caro negociado pelo governo brasileiro e entrou na mira da PF (Polícia Federal) e da CPI por irregularidades na negociação de compra.
SeguirA sessão da CPI
Na sessão, Maximiano repetir diversas vezes que era apenas fiador de um apartamento, a fim de minimizar seus supostos contatos com Marcos Tolentino que, segundo as investigações da CPI, têm relação comercial com a Precisa Medicamentos.
A fala levou o então senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) a pedir novamente pela prisão de um depoente da CPI da Covid. Isso porque os senadores apontaram, de fato, uma ligação entre os dois através de imóvel alugado pelo diretor institucional da Precisa, Danilo Trento, e que tinha Maximiano como locatário.
Neste imóvel, segundo um processo colhido pela CPI, uma das poucas pessoas autorizadas a entrar era Tolentino. “É o fato de que o depoente, claramente, textualmente, mentiu. Ao ser questionado pelo Senador Tasso Jereissati no tocante às suas relações num contrato de locação de imóvel juntamente com o Sr. Danilo Trento, outra figura notória, ele disse que era apenas o fiador”, disse o senador.
Maximiano, em resposta, admitiu ter se contradito e disse que se apresentou como fiador do imóvel por engano. “Eu formalmente me retrato e peço desculpas por (…) Realmente consto como locatário no contrato deste imóvel. Não me recordava, pois não vivi lá nesse imóvel. Foi uma confusão. Minhas desculpas”.
A investigação
Uma investigação acerca da ligação entre os dois suspeitos é feita porque os senadores suspeitam de que Tolentino seja um “sócio oculto” do FIB Bank. Essa versão foi apontada por reportagens de outros veículos jornalísticos, com base em documentos sigilosos da CPI. Tolentino, porém, nega os envolvimentos.
A empresa havia sido responsável por entregar ao Ministério da Saúde uma carta de fiança assegurando a capacidade financeira da Precisa Medicamentos, no momento em que intermediava a compra do imunizante indiano Covaxin. Entretanto, ela não seria um banco, apesar do nome.
*Com informações do Portal R7