Apesar da flexibilização no uso de máscaras em ambientes abertos no território catarinense, a maioria das pessoas ainda opta por seguir utilizando o equipamento de segurança contra a Covid-19 em Florianópolis.
Maioria das pessoas segue usando o item – Foto: Leo Munhoz/NDA reportagem do ND+ esteve no Centro da Capital na tarde desta sexta-feira (26) e conversou com moradores para entender qual a opinião de cada um em relação a desobrigação.
A estudante universitária Patrícia Cinelli, de 27 anos, caminhava pelo rua Conselheiro Mafra com o namorado Thiago da Silva, de 36, ambos de máscara.
Seguir“Acredito que essa liberação veio cedo demais. Meu medo é que com isso isso, junto com as festas de fim de ano e Carnaval, possa haver uma nova onda de casos”, opina Patrícia.
Patrícia e Thiago seguem usando máscara – Foto: Leo Munhoz/NDComo não moram juntos, durante a pandemia quando um ia visitar o outro, sempre utilizavam máscara “por respeito” aos pais de cada um que estavam no local.
A aposentada Lúcia Pereira, de 73 anos, segue a ideia. Ela utilizava o equipamento de proteção enquanto comprava frutas no Centro.
“Acho muito errado tirar, na Europa está fechando tudo agora por causa dessas liberações. Sigo usando quando saio, acho que o ideal é as pessoas mais velhas seguirem usando”, afirma.
Casal “divide” opiniões
A comerciante Valdete da Conceição, de 54 anos, comemorou o fato de poder voltar a trabalhar sem máscara. Ela e o marido vendem biscoitos e bolos em uma barraca no Largo da Alfandêga.
“Com esse calor, trabalhar de máscara era muito ruim. Mas guardo sempre uma no bolso, se precisar, tenho ela aqui. Já tomei as duas doses da vacina e vou tomar a de reforço nos próximos dias”, conta a comerciante.
Casal acaba “divergindo” quanto ao uso do item – Foto: Leo Munhoz/NDO marido, que continua usando o item, tem uma opinião diferente da esposa. “Acho a liberação precoce, as pessoas ainda estão morrendo dessa doença”, pontua Renato Machado, de 52 anos.
Maioria das pessoas ainda utiliza o item
A gestora de call center, Scarlet Koberlane, de 29 anos, caminhava apressada pela rua Jerônimo Coelho, durante o intervalo de trabalho. Ela deixou de usar máscaras em locais abertos.
“Fico feliz [pela liberação], ainda mais em dias quentes como hoje. Acho que já podia ter liberado antes, eu não costumava usar na rua, apenas em locais fechados porque ainda é obrigatório”, conta.
A auxiliar de departamento pessoal, Mariane Pompeo, parou no Mercado Público para fazer um lanche com a sogra Maria Aparecida da Silva, de 67 anos. Ambas estão vacinadas mas seguem usando o equipamento de segurança contra o coronavírus.
Mariane segue usando o item de segurança contra o coronavírus – Foto: Leo Munhoz/ND“Não sei se é precipitada a liberação, eu vou continuar usando. As pessoas, de qualquer forma, já não usavam muito mesmo sendo obrigadas. Hoje fui cortar o cabelo e várias pessoas entraram no local sem máscara, acho que precisa haver consciência do povo também”, afirma Mariane.
Secretário de Saúde de Florianópolis faz alerta
A Prefeitura de Florianópolis decidiu seguir o decreto estadual que liberou o uso de máscaras em locais públicos abertos e sem aglomeração. Porém, o secretário municipal de Saúde, Carlos Alberto Justo da Silva, defende que a proteção não seja abandonada pela parcela da população que ainda não completou o ciclo vacinal e também pelas pessoas ainda sem a dose de reforço – mais vulneráveis à Covid-19.
O secretário lembra que os casos mais graves da doença atualmente estão justamente entre aqueles que não se imunizaram ou ainda não estão com 100% das aplicações recomendadas.
Já o prefeito Gean Loureiro (DEM), ao comentar sobre a flexibilização em relação às máscaras, disse que “graças ao esforço da maioria, podemos avançar com responsabilidade”. Mas também fez um alerta e um pedido: “Lembro a todos que ainda estamos numa guerra e todo grande passo vem acompanhado de cuidados,continuem se vacinando e se cuidando”.