Apesar de classificada no nível alto (amarelo) na matriz de risco do governo do Estado, a Grande Florianópolis lidera o número de casos ativos da Covid-19 em Santa Catarina.
São 1.294 infectados em fase de transmissão. O índice representa 107 pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes.
Grande Florianópolis lidera casos ativos da Covid e ocupação de UTI volta ao nível grave – Foto: Leo Munhoz/NDA cidade com o maior número de casos ativos da Covid-19 é Florianópolis, com 585. Em seguida, está São José, Palhoça e São João Batista, com 229, 190 e 87 casos ativos, respectivamente.
SeguirNa matriz de risco divulgada nesse sábado (16), a Grande Florianópolis apresentou piora no indicador “capacidade de atenção”, que monitora a taxa de ocupação de leitos de UTIs reservados para o tratamento da Covid-19.
O índice se encontra no nível grave (laranja). Na matriz anterior, do dia 9 de outubro, o indicador estava no nível moderado (azul). A taxa de ocupação de leitos de UTI na Grande Florianópolis é de 81%, a mais alta do Estado.
Além da capacidade de atenção, a matriz analisa outros três aspectos: monitoramento (percentual de vacinados e a variação de casos semanal), transmissibilidade e gravidade (fator que considera o número de mortes e a tendência de internações).
A gravidade, classificada em alto (amarelo), apresentou melhora com relação aos dados de 9 de outubro. A transmissibilidade segue no grave. Por outro lado, o monitoramento passou do grave para o moderado.
Para a Secretaria de Saúde de Florianópolis, os dados reforçam que a pandemia não acabou. Segundo o órgão, a taxa de ocupação de leitos de UTI piorou devido à desativação de leitos na região.
“Com menos leitos, o percentual de ocupação aumenta. Isto porque, se analisarmos o todo, matematicamente isso já impacta”, informou. A pasta considera que o alto número de casos ativos se dá pela alta testagem e pela apresentação de dados fidedignos do cenário da pandemia.
O ND+ entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde, mas não obteve retorno até a publicação.
Situação em Florianópolis
Desde o início da pandemia, a Capital catarinense já confirmou 94.514 casos da Covid-19, sendo que 1.069 pessoas morreram em decorrência da doença. Em contrapartida, 92.781 pessoas se recuperaram. Os dados são do Covidômetro municipal, atualizado na noite dessa segunda-feira (18).
Veja o número de casos ativos por bairros:
A faixa etária que registrou o maior número de mortes por causa da Covid-19 é a dos 70-79 anos. Foram 301 vítimas. Na sequência, está a faixa dos 60-69 anos, com 238 mortes e 80-89 anos, com 222 óbitos.
A maior parte dos infectados que morreram eram do sexo masculino (676), contra 399 vítimas fatais do sexo feminino.
Pelas redes sociais, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), informou na última quinta-feira (14), que nos últimos 30 dias, 100% das mortes por Covid-19 foram de adultos, sendo 95% de idosos com mais de 60 anos.
Há 43 leitos de UTI disponíveis pelo SUS na Grande Florianópolis. Segundo o Covidômetro, 15 pacientes, moradores de Florianópolis, estão na UTI por Covid-19.
Quase 20 mil pessoas com doses atrasadas
O Vacinômetro indica que, até esta terça-feira (19), 84,9% da população acima de 18 anos completou o esquema vacinal em Florianópolis. Já 20,8% da população com indicação para a dose de reforço foi vacinada.
De acordo com a Secretaria de Saúde de Florianópolis, cerca de 19,8 mil pessoas estão com doses atrasadas. A pasta informou que realiza a busca ativa diariamente, além de conscientização por meio das redes sociais e divulgações.
“Reiteramos a importância da vacinação contra a Covid-19 e a importância do esquema vacinal completo, somado à necessidade de mais doses de reforço para idosos. Estas doses dão mais proteção para este público e freiam o número de óbitos”, avalia a administração municipal.
Vacinação na Capital
No momento, a prefeitura da Capital aplica as segundas doses e doses de reforço. Para retomar a aplicação da primeira dose a administração municipal aguarda o recebimento de uma nova remessa de imunizantes.
As doses de reforço serão destinadas para idosos e profissionais de Saúde que receberam a segunda dose até dia 22 de abril, ou seja, 180 dias e pessoas com alto grau de imunossupressão que receberam a segunda dose há 28 dias.