Foram três anos na fila para a cirurgia de hérnia do Seu Batista. Após sofrer com dores e idas ao pronto-socorro em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina, ele conseguiu agendar a cirurgia no mutirão do Hospital Marieta Konder Bornhausen.
Seu Batista já tem data para fim da espera pela cirurgia – Foto: Ricardo Trida/Secom/Divulgação/NDA força-tarefa de cirurgias oncológicas começou em janeiro e até o dia 15 de fevereiro já foram feitas 271 cirurgias oncológicas, de um total de 553. O hospital é um dos 91 que fazem parte do Programa Estadual de Cirurgias Eletivas, lançado no começo do mês.
“Eu tinha muitas dores e agora estou mais aliviado. A expectativa é que vai melhorar”, conta Seu Batista. Dona Jorgelita, que estava à espera da cirurgia de vesícula, era só felicidade. “Hoje eu estou feliz, né? Vou sair dessa agonia. Três anos de espera não é fácil, mas Deus é pai.”
SeguirNo centro cirúrgico do hospital Marieta, das oito salas, quatro estão sendo destinadas para as cirurgias oncológicas e esse número sobe para cinco nos fins de semanas. O mutirão começou em janeiro e a meta até março é atender 553 pessoas nas cirurgias oncológicas de alta complexidade, além dos procedimentos de média complexidade.
Após 3 anos de espera, força-tarefa em hospital de Itajaí diminui fila de cirurgias oncológicas – Foto: Ricardo Trida/Secom/Divulgação/NDAs cirurgias mais realizadas no período foram de:
- Cabeça e pescoço: 102
- Mastologia: 54
- Geral: 44
- Ginecologia: 32
- Urologia: 24
- Gastrologia: 7
- Ortopedia: 5
- Torácica: 3
Ajustes
Segundo o diretor da instituição, Edson Artur Rossini, foram necessários alguns ajustes para fazer o mutirão da saúde e, ao mesmo tempo, manter a rotina do hospital. “O mutirão gerou um esforço da direção do hospital e também dos funcionários. Foram necessários mais materiais e medicamentos. Também houve uma sensibilização do corpo clínico porque muitos médicos estão trabalhando mais nos dias de semana e também nos sábados e domingos”, relatou.
Seu Batista e Dona Jorgelita esperavam por procedimentos há três anos: “não é fácil, mas Deus é pai” – Foto: Ricardo Trida/Secom/Divulgação/NDA médica-cirurgiã Joyce Capocci Cavacco, destacou a importância desse trabalho. “Estamos aumentando o número das cirurgias oncológicas, potencializando esse mutirão, para que a gente consiga sanar essa fila o quanto antes e todos os pacientes recebam o tratamento o mais rápido possível”.