Após criança morrer em piscina de SC, veja dicas para evitar acidentes

Na terça-feira (9), Laíse Pegorini Franzen, de 10 anos, morreu afogada depois de ter os cabelos sugados pelo sistema de drenagem de uma piscina

Redação ND Joinville

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Nesta semana, um acidente doméstico tirou a vida de Laíse Pegorini Franzen, de 10 anos, chocando catarinenses de todo o Estado.

A menina morreu depois de ter os cabelos sugados pelo sistema de drenagem de uma piscina em Faxinal dos Guedes, Oeste de Santa Catarina.

Menina, de 11 anos, teve os cabelos presos pelo ralo de uma piscina particular – Foto: Divulgação/ReproduçãoMenina, de 11 anos, teve os cabelos presos pelo ralo de uma piscina particular – Foto: Divulgação/Reprodução

Pensando em evitar novas tragédias como essa, o portal ND+ procurou orientações de especialistas. Em comum, eles garantem que a precaução é o ponto-chave.

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Para Andréia Schopping, que tem uma loja especializada em piscinas em Joinville, no Norte de Santa Catarina, a manutenção dos mecanismos precisa estar sempre em dia.

“É necessário sempre fazer cuidar dos dispositivos de aspiração e de dreno, além de observar se a piscina está com as devidas tampas”, comenta.

Já Luiz Gustavo Prim, subchefe do GRA (Grupo de Resgate Avançado) dos Bombeiros Voluntários de Joinville, orienta que proprietários de piscinas pensem em alternativas para mitigar riscos.

“A filtragem pode ser programada para acontecer à noite, quando não há pessoas na piscina”, sugere.

Tomar banho de touca seria outra forma para evitar sucção dos fios de cabelo. Apesar disso, ele reconhece que, por se tratar de uma prática recreativa, o acessório não costuma ser socialmente aceito. “O melhor mesmo é desligar a filtragem”, complementa o bombeiro voluntário.

Supervisão sempre

O mais importante, segundo ele, é que a criança esteja sempre supervisionada por um adulto.

“A piscina é um atrativo para a família, mas, quando se trata de criança, é sempre um perigo. Dependendo do tamanho e da idade, o primeiro item de segurança é sempre o acompanhamento dos pais”, explica.

Salvo alguns casos, segundo Prim, os fios de cabelo não costumam enroscar nos dispositivos de aspiração. A criança, no entanto, se assusta com o poder da sucção e acaba permanecendo no fundo da piscina. Sem o devido atendimento, então, morre afogada.

“O adulto, em geral, consegue botar a mão e tirar o cabelo do local”, comenta.  Pensando até mesmo na agilidade, “é necessário a presença de um adulto sempre acompanhando o banho”, completa.

E se acontecer?

Se mesmo com as orientações, o cabelo for sugado pelo dispositivo, o ideal é que os responsáveis, imediatamente, retiram a criança da piscina.

“Se não conseguir, o próximo passo é desligar o equipamento”, sugere o bombeiro.

Após o resgate, o bombeiro afirma que é necessário verificar  os sinais virais da criança: está respirando bem? O coração bate normalmente? Se algo não estiver normal, equipes dos Bombeiros ou Samu devem ser rapidamente acionadas.

Relembre o caso

Na terça-feira (9), Laíse Pegorini Franzen, de 10 anos, morreu afogada depois de ter os cabelos sugados pelo sistema de drenagem na piscina de casa, no município de Faxinal dos Guedes.

Laíse Pegorini Franzen, de 10 anos, morreu no hospital – Foto: Arquivo pessoal/NDLaíse Pegorini Franzen, de 10 anos, morreu no hospital – Foto: Arquivo pessoal/ND

A menina apresentava poucos sinais vitais quando foi levada por familiares ao Hospital Municipal São Cristóvão. Ela chegou a passar por procedimento de reanimação, mas os médicos constataram a morte.

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