Após longa espera, família de Joinville encontra doador de medula para bebê: ‘renascimento’

Foram meses de espera por um doador para o pequeno Pedro Pinheiro, de apenas 1 ano e seis meses

Juliane Guerreiro Joinville

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Após mais de um ano de uma longa espera, enfim a notícia que uma família de Joinville, no Norte de Santa Catarina, mais esperava: o menino Pedro Pinheiro, de apenas 1 ano e seis meses, conseguiu um doador de medula e a data do transplante já está marcada.

Com pouco mais de 1 ano, Pedro luta contra a leucemia – Foto: Arquivo pessoalCom pouco mais de 1 ano, Pedro luta contra a leucemia – Foto: Arquivo pessoal

Foram meses de agonia em busca de um doador. Diagnosticado com leucemia em 2021, o transplante de medula é a única possibilidade de cura para o pequeno depois que o tratamento com quimioterapia não surtiu efeito, assim como um primeiro transplante feito com a medula do pai.

Desde então, há mais de um ano o pequeno Pedro está internado em Curitiba, onde a mãe o acompanha em um rígido isolamento. Já o pai e a outra filha do casal, de 5 anos, seguem em Joinville, a uma distância difícil de lidar tanto para os adultos quanto para as crianças.

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A família e os amigos juntaram forças para uma campanha em busca de um doador. Mais do que beneficiar Pedro com uma nova chance de cura, eles também buscam sensibilizar as pessoas sobre a importância da doação, ação que deve continuar mesmo após o transplante.

Pedro e a irmã Manu – Foto: Arquivo pessoalPedro e a irmã Manu – Foto: Arquivo pessoal

Doador encontrado, transplante marcado

Suelen Pinheiro, mãe de Pedro, conta que a doação é feita em sigilo e, agora, sabe-se apenas que se trata de um doador da Alemanha. Porém, depois de 18 meses, se ambas as partes concordarem, é possível trocar telefones, endereços e até marcar um encontro.

“Nosso sonho é encontrar essa pessoa e mostrar o Pedro a ele ou ela. Temos certeza que os olhinhos do Pedro representarão toda gratidão que estamos sentindo”, destaca. O transplante está marcado para o próximo sábado (3), em Curitiba.

Após uma longa espera, Pedro está com transplante marcado – Vídeo: Arquivo pessoal

Depois disso, é preciso aguardar a “pega” da medula, o que pode levar até 40 dias, segundo a mãe. Por isso, a família deve seguir na capital paranaense até o fim dessa etapa. “A gente está extasiado, é um misto de sentimentos e temos convicção de que vai dar certo”, destaca Alan Pinheiro, pai de Pedro.

Até o transplante, o bebê ainda deve passar pela preparação que envolve radio e quimioterapia. A poucos dias do momento tão esperado, o clima é de alegria e expectativa. “Sábado será o renascimento do nosso menino”, se emociona a mãe.

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