Após manifestação com cartazes e faixas de pedidos de “Resolve Moisés”, em frente à Casa d’Agronômica, em Florianópolis, na manhã desta terça-feira (15), os trabalhadores do Samu marcaram uma reunião com o secretário adjunto de Estado da Saúde, Alexandre Lencina Fagundes.
O objetivo do encontro, às 15h, é pressionar a SES (Secretaria de Saúde do Estado) por melhores condições de trabalho.
Após pressão dos funcionários da Samu, reunião com secretário adjunto da Saúde é marcada – Foto: Gabriel Volinger/SindSaúdeSegundo o SindSaúde/SC (Sindicato do Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Pública Estadual e Privado de Florianópolis e Região), os mais de 950 profissionais que atuam no Samu contratados pela OZZ Saúde seguem há 4 anos sem direito a férias, há 3 anos sem reajuste salarial e sem FGTS. Também reclamam da falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).
Seguir“Além disso, durante a pandemia, os próprios profissionais da ambulância têm de fazer a higienização das viaturas, o que, além de constituir desvio de função, pode acabar atrasando o atendimento”, diz o SindSaúde/SC.
No entanto, a SES garante que o Governo de Santa Catarina está em dia com suas obrigações licitatórias e que, em 2020, realizou o pagamento de mais de R$ 125 milhões para a contratada OZZ Saúde, cuja função engloba gestão preventiva e corretiva.
No meio deste embate entre Samu e Governo, a OZZ Saúde garante que lhe faltam verbas fornecidas pelo poder público para repassar aos funcionários da Saúde.
“Fica uma briga entre a SES e a empresa. Enquanto a Secretaria diz que já entregou todos os recursos necessários para o atendimento, a OZZ fala que precisa de um aporte financeiro”, diz o sindicato.
Samu busca ajustar questões como o não recebimento do FGTS e o atraso do décimo terceiro de 2020 – Vídeo: Gabriel Volinger/SindSaúde
O Governo ainda enfatiza que a SES vem cumprindo seu papel de fiscalizador do contrato com a OZZ Saúde, e que já chegou a advertir e penalizar a empresa em momentos específicos.
Confira a nota da SES na íntegra
NOTA SOBRE MANIFESTAÇÕES
“A Secretaria de Estado da Saúde acompanha a insatisfação dos profissionais do SAMU e entende que são anseios e acúmulo de muitos anos, cuja manifestação é compreensível. Afinal, é direito de cada profissional cobrar e se posicionar.
A Secretaria da Saúde enfatiza que o Estado faz e sempre fez seu papel de fiscalizador do contrato com a OZZ Saúde. Já chegou a advertir e penalizar a empresa em momentos específicos.
O Governo de SC está em dia com suas obrigações licitatórias e pagou, no ano 2020, mais de R$ 125 milhões para a contratada, cuja função engloba gestão preventiva e corretiva.
A Superintendência de Urgência e Emergência conversa semanalmente com a empresa para preencher lacunas que achamos pertinentes e que vem sendo verificadas.
Achamos importante enfatizar que jamais deixamos a população desassistida e, quando houve necessidade de intervenção, como nas Centrais de Regulação de Urgência, nós nos antecipamos.
Acreditamos que, sim, há melhorias a serem feitas e trabalhamos para isso. Todos os dias. Neste final do mês de maio, por exemplo, uma decisão da Comissão Intergestores Bipartite fez história no Estado de Santa Catarina: foi instaurada a primeira Câmara Técnica de Urgência e Emergência.
Esse colegiado terá como principais objetivos, justamente, discutir e propor encaminhamentos, redefinir compromissos das esferas Estadual, Regional e Municipal acerca da organização dos componentes da Rede e servir como instância de avaliações.
A Secretaria continuará as conversas com a empresa e acompanha as movimentações para que essas discussões finalmente tenham desfecho”.