Após recorde, SC tem mais 4,2 mil novos casos da Covid-19

Estado também teve atualização no mapa de risco, que agora aponta três regiões em estado gravíssimo; Grande Florianópolis teve risco reduzido em relação à última atualização

Redação ND Florianópolis

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Após o recorde de mais casos da Covid-19, registrado na terça-feira (17), Santa Catarina tem, nesta quarta (18), mais 4.210 casos confirmados. Os dados são do boletim epidemiológico mais recente, que aponta um total de 306.788 confirmações desde o início da pandemia, sendo 283 mil recuperados, cerca de 92%.

As mortes agora já chegam a 3.384, com a inclusão de 14 nesta atualização, deixando a taxa de letalidade em 1,10%, a menor do país.

SC registra o maior número diário de casos de Covid-19 em oito meses de pandemia. Quebra do isolamento social foi apontada como principal fator para altas recentes – Foto: SSP/ReproduçãoSC registra o maior número diário de casos de Covid-19 em oito meses de pandemia. Quebra do isolamento social foi apontada como principal fator para altas recentes – Foto: SSP/Reprodução

O mapa de risco atualizado também nesta quarta (18), aponta três regiões em nível gravíssimo, o maior da escala: Laguna, Xanxerê e Alto Uruguai Catarinense.

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Xanxerê se manteve pela segunda semana consecutiva no nível gravíssimo. Laguna e Alto Uruguai Catarinense, por sua vez, subiram do grave para o gravíssimo. A Grande Florianópolis, que estava em risco gravíssimo, baixou para o grave.

O monitoramento leva em consideração os dados das regiões, e serve como base para a ampliação das restrições ou liberações.

Tabela do novo mapa de risco da Covid-19 em SC – Foto: Coes/Divulgação/NDTabela do novo mapa de risco da Covid-19 em SC – Foto: Coes/Divulgação/ND
  • Evento sentinela: mede a mortalidade da Covid-19. Nas regiões em alerta, o índice aponta que a pandemia continua em expansão;
  • Transmissibilidade: variação no número de confirmação e casos ativos. Regiões em alerta apresentam alta no número de casos;
  • Monitoramento: casos investigados e inquérito de síndrome gripal na comunidade;
  • Capacidade de atenção: mede a ocupação dos leitos de UTI.

“No entanto, é importante destacar que todas as regiões do Estado estão com alta transmissão da Covid-19. As taxas de ocupação de leitos de UTI estão altas, e também aumentando, e o número de óbitos registrado também é crescente”, afirma a epidemiologista do COES (Centro de Operações de Emergência em Saúde), Maria Cristina Willemann.

Na distribuição de casos, Joinville, no Norte do Estado, segue sendo a cidade catarinense com a maior concentração de casos, com 26.923 confirmações até então.

Em seguida, estão os municípios de Florianópolis (26.816), Blumenau (17.735), São José (14.998), Palhoça (10.503), Balneário Camboriú (10.097), Criciúma (10.017), Itajaí (9.981), Chapecó (8.889) e Brusque (7.450).

UTIs seguem com ocupação acima de 70%

Dos 1.410 leitos ativos atualmente, 1.091 estão ocupados (o que representa 77,4% do total), sendo 420 por pacientes da Covid-19 e 671 por pacientes com outras enfermidades. Assim, restam 319 livres.

Apesar disso, ainda são cinco unidades hospitalares que possuem todos os seus leitos lotados:

  • Hospital Bethesda, em Joinville
  • Hospital Beatriz Ramos, em Indaial
  • Hospital Waldomiro Colautti, em Ibirama
  • Hospital São José, em Maravilha
  • Maternidade Darcy Vargas, em Joinville

São 53 leitos ofertados nestes hospitais e, atualmente, eles possuem 32 pacientes da Covid-19.

Mais de um terço dos catarinenses em casa

Refletindo a terça-feira (17), 37,1% da população mapeada em Santa Catarina permaneceu em casa, número praticamente igual à média nacional, de 37%.

No ranking de Estados, Santa Catarina ocupa a 16ª posição. Os dados são da plataforma In Loco, que mapeia 1,5 milhão de catarinenses via smartphone.

Vale ressaltar que as quebras de isolamento foram o principal motivo apontado por especialistas da saúde quando questionados sobre as altas desta e da última terça (10 e 17), que ocorreu alguns dias depois de feriados com praias lotadas.

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