O Ministério da Saúde da Argentina confirmou, nesta sexta-feira (27), o primeiro caso da varíola do macaco. Uma segunda pessoa que está visitando o país também aparece como suspeito.
Caso de varíola do macaco confirmado na Argentina é o primeiro na América Latina – Foto: Reprodução/Telam/NDDe acordo com a própria pasta, a confirmação veio após teste por PCR. Conforme a Agência Brasil, o primeiro caso suspeito da doença surgiu no último domingo (22).
A pessoa estava na Espanha entre 28 de abril e 16 de maio e que, após apresentar os primeiros sintomas, foi imediatamente isolada para tratamento.
SeguirA sequenciação da amostra coletada pelo PCR apresentou “uma elevada percentagem de homologia com sequência do clado da África Ocidental”.
Na biologia, um clado é um grupo de seres vivos formado por espécies que compartilham uma característica genética específica, herdada de algum ancestral comum.
“O doente encontra-se em bom estado de saúde, em tratamento para os sintomas, e seus contatos próximos estão sob controle clínico e epidemiológico, sem apresentar sintomas até o momento”, acrescentou o ministério.
O caso de varíola do macaco confirmado na Argentina é o primeiro na América Latina e se soma aos 379 já registrados em todo o mundo, segundo dados fornecidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Outros 76 casos ainda aguardam confirmação.
Novo caso suspeito
O governo argentino confirmou nesta sexta a identificação de mais um novo caso suspeito da varíola do macaco. Trata-se de um cidadão espanhol que está visitando a província de Buenos Aires e que não tem ligação com o primeiro caso.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde da Argentina, a pessoa apresentou lesões ulcerativas sem outros sintomas associados.
O suspeito chegou no país na última quarta-feira (25) e os sintomas começaram na quinta-feira (26). O paciente se encontra em bom estado de saúde, isolado e em tratamento sintomático.
Além disso, o governo alega que as pessoas próximas estão recebendo acompanhamento clínico e epidemiológico, sendo todos assintomáticos até o momento.
*Com informações da Agência Brasil