Arrojado, complexo hospitalar de Florianópolis ainda pode sair do papel

Depois de anunciar que não levaria projeto adiante, governo Jorginho Mello admite estudar "possíveis adequações" à proposta

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O governo do Estado mudou o posicionamento e, depois de dizer que abortaria a construção de um complexo hospitalar em Florianópolis – proposta de parceria público-privada idealizada na gestão anterior -, agora informa que está estudando a ideia e  “possíveis adequações”  necessárias.

Complexo foi idealizado na gestão Carlos Moisés com o objetivo de reunir num só local várias unidades hospitalares de Florianópolis no bairro Agronômica – Foto: Divulgação/Secom/NDComplexo foi idealizado na gestão Carlos Moisés com o objetivo de reunir num só local várias unidades hospitalares de Florianópolis no bairro Agronômica – Foto: Divulgação/Secom/ND

“O objetivo da análise é garantir a melhor concepção possível ao projeto, mantendo-o atrativo à iniciativa privada e sustentável ao governo”,  informou o Executivo.

É uma proposta arrojada, que contou com a consultoria do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e prevê um investimento bilionário da iniciativa privada para reunir os hospitais Celso Ramos, Nereu Ramos, Infantil Joana de Gusmão e a Maternidade Carmela Dutra no mesmo centro integrado.

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O novo governo diz, no entanto, que vai pensar numa “localização mais adequada para o complexo”, que originalmente prevê a instalação da estrutura na mesma área onde já estão instalados o Joana de Gusmão e o Nereu Ramos, no bairro Agronômica.

Essa reavaliação leva em conta, segundo o governo Jorginho Mello, “não apenas os impactos de vizinhança e consequências à mobilidade na Agronômica, mas também a decisão estratégica de garantir desenvolvimento a outra região da Capital”.

Outro ponto a ser revisto, de acordo com a atual gestão, “diz respeito à quantidade e à distribuição de leitos de UTI, pois a proposta atual não atende à demanda crescente por leitos infantis”