Aspirina será testada contra o coronavírus no Reino Unido

Fármaco é conhecido por "afinar" o sangue, podendo ser uma ajuda para os pacientes com problemas vasculares e coágulos

Juliana Contaifer, do Metrópoles Brasília

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Pesquisadores do Reino Unido anunciaram, nesta sexta-feira (6), que irão incluir a aspirina na lista de medicamentos estudados para o tratamento contra o coronavírus.

O remédio fará parte da pesquisa Recovery, um dos maiores levantamentos sobre remédios contra a Covid-19 do mundo.

Outras drogas que fazem parte do estudo Recovery são a azitromicina e o Regeneron – Foto: FreepikOutras drogas que fazem parte do estudo Recovery são a azitromicina e o Regeneron – Foto: Freepik

A ideia é entender se a aspirina pode ajudar a diminuir o risco de coágulos sanguíneos causados pelo coronavírus.

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Além de ser um analgésico, o medicamento é conhecido por “afinar” o sangue de pacientes diminuindo a contagem de plaquetas, o que poderia prevenir problemas vasculares.

“Existe uma lógica em acreditar que a aspirina pode ser benéfica, e é segura, barata e amplamente disponível”, afirmou Peter Horby, um dos responsáveis pela pesquisa, à agência Reuters.

Cerca de 2 mil voluntários receberão 150 miligramas do medicamento diariamente, junto a outros remédios. Os resultados serão comparados com outros 2 mil participantes em tratamento padrão para a Covid-19.

Outras drogas que fazem parte do estudo Recovery são a Azitromicina (antibiótico) e o Regeneron (coquetel de anticorpos usado no tratamento do presidente americano Donald Trump).

A pesquisa Recovery mostrou a eficácia da dexametasona, um esteróide que funciona em pacientes graves, e também divulgou que a hidroxicloroquina não tem benefícios em pessoas com Covid-19.