Assembleia discute se haverá greve no Samu em SC

Segundo o SindSaúde, é "provável" que trabalhadores optem pela paralisação do serviço por conta da falta de pagamento do 13º salário

Redação ND Florianópolis

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Uma assembleia marcada para às 19h30 desta terça-feira (21) definirá sobre a paralisação ou não dos serviços do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Santa Catarina. De acordo com o SindSaúde/SC (Sindicato de Trabalhadores na Saúde), é “provável” que os trabalhadores decidam pela greve.

O motivo é um anúncio feito pela OZZ Saúde nesta segunda (20), que informa que, caso o governo do Estado não renove o contrato, os servidores ficarão sem 13º salário.

Assembleia decide nesta terça (21) sobre greve no Samu – Foto: Agência AL/Divulgação/NDAssembleia decide nesta terça (21) sobre greve no Samu – Foto: Agência AL/Divulgação/ND

O sindicato não deu maiores detalhes sobre as ações que devem ser tomadas. Tudo será confirmado apenas depois da assembleia.

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Já a SES (Secretaria de Estado de Saúde) informou ainda na segunda-feira que “o Estado se manifestará por nota oficial sobre toda a situação em breve”, esclarecendo que deve se posicionar sobre a gestão do Samu em geral e não especificamente sobre a OZZ.

No entanto, até o fim da tarde desta terça, nenhum posicionamento foi divulgado pelo governo do Estado. A expectativa é de uma resposta até a próxima quarta-feira (22).

Trabalhadores protestam e dão prazo no Norte do Estado

O sindicato dos Empregados em estabelecimentos de serviços de saúde de Joinville e região encaminhou um ofício para a OZZ Saúde nesta terça-feira (21). O documento trata do pagamento da segunda parcela do 13º salário e um reajuste convencional aos trabalhadores do Samu.

A solicitação de providências amigáveis estipula um prazo até essa quarta (22), para que os trabalhadores do Samu de Joinville e Jaraguá do Sul, que fazem parte da abrangência do sindicato, recebam os direitos trabalhistas.

Trabalhadores reclamam da falta de férias e atrasos em direitos – Foto: Divulgação/NDTrabalhadores reclamam da falta de férias e atrasos em direitos – Foto: Divulgação/ND

O comunicado da OZZ Saúde aos funcionários

A presidência da OZZ Saúde, empresa responsável pelo serviço em Santa Catarina, emitiu uma nota de esclarecimento a seus funcionários na segunda-feira.

A empresa cita que ainda não há definição de como se dará a continuidade da prestação do serviço do Samu após o próximo dia 31 de dezembro.

A nota complementa que a empresa “aguarda o posicionamento do Estado de Santa Catarina quanto a prorrogação do contrato de gestão do Samu”.

Dessa forma, avisa os servidores que, caso ocorra a continuidade do contrato da OZZ Saúde com os serviços do Samu em Santa Catarina, a empresa irá suspender os avisos prévios em andamento e efetuará o pagamento da segunda parcela do 13º salário.

No entanto, em caso contrário, esta verba será destinada à rescisão contratual aos trabalhadores em aviso prévio, ou seja, o 13º não será pago.

Em contato com o ND+, a assessoria de imprensa do SindSaúde/SC  ressaltou, ainda, que  até “as verbas rescisórias estão sob ameaça”. Questionada sobre as chances de greve ou paralisação no serviço, o SindSaúde respondeu que “é provável que vá haver movimentação nesse sentido”.

Meses de indefinições sobre a situação do Samu em SC

O “empurra-empurra” entre OZZ Saúde e a SES sobre o Samu se arrasta há meses no Estado. Em novembro, o ND+ mostrou a falta de médicos e profissionais na Grande Florianópolis.

Já no início de dezembro, o ND+ revelou que o TCE/SC (Tribunal de Contas de Santa Catarina) determinou à Secretaria de Estado da Saúde explicasse como seria a gestão do Samu no Estado.

Menos de uma semana depois, foi esclarecido o risco de que Santa Catarina ficar sem atendimento do Samu na virada do ano e também que a troca de gestão do Samu em SC é cercada de problemas.

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