Até R$ 17,7 milhões: veja lista dos remédios mais caros do mundo

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 13 milhões vivem com algum tipo de doença rara e dependem de remédios deste gênero

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Redação ND Florianópolis

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Muitos pacientes precisam de medicamentos extremamente caros e às vezes até difíceis de achar. Seja por uma doença genética rara ou outra condição clínica excepcional.

Hemgenix se tornou o remédio mais caro do mundo – Foto: Divulgação/CSL BehringHemgenix se tornou o remédio mais caro do mundo – Foto: Divulgação/CSL Behring

Os remédios mais caros do mundo têm valores astronômicos, chegando a custar milhões de reais. Isso porque quem precisa desses medicamentos é um grupo restrito de pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 13 milhões vivem com algum tipo de doença rara. Com base no estudo realizado pela Pharma Manufacturing, chegaram aos cinco remédios mais caros do mundo.

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1 – Hemgenix (CSL Behring)

O Hemgenix (etranacogene dezaparvovec) é produzido pela CSL Behring com foco no tratamento da hemofilia B. A dose do remédio custa US$ 3,5 milhões (R$ 17,7 milhões). Trata-se de uma opção em dose única para os pacientes que realizam a profilaxia com Fator IX.

2 – Elevidys (Sarepta)

A Sarepta, farmacêutica especializada em medicamentos para doenças raras, é a responsável pelo Elevidys (delandistrogene moxeparvovec-rokl), destinado ao tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD).

O preço listado é de US$ 3,2 milhões (R$ 16,1 milhões). A terapia, baseada em vírus adeno-associado, é indicada para crianças de quatro a cinco anos que têm o gene DMD com mutação confirmada. A doença pode ser fatal.

3- Skysona (Bluebird bio)

O tratamento da adrenoleucodistrofia cerebral também figura entre os medicamentos mais caros do mundo. O Skysona (elivaldogene autotemcel), da Bluebird bio, é o nome que consta na lista, com custo de US$ 3 milhões (R$ 15,1 milhões).

O tratamento é voltado a crianças e adolescentes entre quatro e 17 anos, que apresentam a versão precoce da doença. A síndrome, que é neurodegenerativa, caso não tratada, pode gerar consequências como: cegueira, incontinência e perda de movimento voluntário

4- Zynteglo (Bluebird bio)

A Bluebird bio é a única farmacêutica a aparecer duas vezes no top 5. Seu tratamento para a beta talassemia, o Zynteglo (betibeglogene atotemcel), está avaliado em US$ 2,8 milhões (R$ 14,1 milhões).

O tratamento, aprovado há pouco mais de um ano, favorece crianças e adultos que precisam de transfusões de glóbulos vermelhos regulares. A doença genética, que é rara, gera uma queda drástica ou até mesmo a ausência completa na produção de hemoglobina adulta.

Anteriormente, os pacientes precisavam passar por constantes transfusões, que poderiam custar mais de US$ 128 mil (R$ 647 mil). Apesar de estar entre os medicamentos mais caros do mundo, a terapia ainda pode se mostrar uma opção mais acessível, uma vez que é de dose única.

5- Zolgensma (Novartis)

Talvez o nome mais conhecido da lista, o Zolgensma (onasemnogeno abeparvoveque), da Novartis, já foi reconhecido por muitos como líder em preço. O custo do remédio é de US$ 2,5 milhões (R$ 12,6 milhões), ficando assim apenas em quinto lugar no ranking.

Direcionado ao tratamento da atrofia muscular espinhal, melhora o movimento dos músculos e aumenta a taxa de sobrevida dos pacientes.

Com informações do Panorama Farmacêutico