O número de atendimento nas Unidades de Pronto-atendimentos (UPAs) de Joinville aumentou em 71% se for comparado o total de atendimentos do dia 3 de dezembro do ano passado (1.372) com o dia 3 de janeiro deste ano (2.356).
Cresceu a procura de pacientes com síndromes gripais . – Foto: Reprodução vídeo de Alphonsus Stofelli/NDTV Record JoinvilleVeja vídeo:
Vídeo: Alphonsus Stofelli/NDTV Record Joinville
Segundo a Prefeitura, o movimento aumentou em função da grande procura de pacientes com sintomas gripais, que incluem tanto Covid-19 quanto Influenza (gripe).
SeguirA orientação da Secretaria Municipal de Saúde é acompanhar os sintomas, evitar ambientes com convivência de outras pessoas e buscar atendimento médico em caso de agravamento.
Hospital Infantil
O Hospital Infantil Jeser Amarante, por exemplo, informou que houve aumento expressivo no número de atendimentos por causa do surto de Influenza.
A unidade de saúde, inclusive, colocou em suas redes sociais um aviso explicando a demora no atendimento. “O Hospital está trabalhando com sua capacidade máxima”, disse o comunicado.

Unimed
Segundo a equipe do setor de epidemiologia do Centro Hospitalar Unimed de Joinville, houve um aumento nos atendimentos de sintomas gripais no Pronto-atendimento.
Dona Helena
Durante o período de 20/12 a 03/01, houve picos de procura nos atendimentos na emergência respiratória entre os dias 27, 28 e 29/12 e 2 e 3/1, com maior número de coletas de Covid em 27 e 28/12 e 2 e 3/1.
“Os pacientes buscam o atendimento por sintomas gripais e o protocolo é fazer coleta para Covid. Quando o médico avalia a possibilidade de Influenza, segue o protocolo de 2017, receitando medicação preconizada e cedida pelo município sem coleta de exame. Não realizamos coleta específica para Influenza aos pacientes em atendimento ambulatorial, somente nos internados na UTI com resultado de Covid negativo, conforme nota de alerta conjunta n° 021/2021. Essa coleta de amostra é encaminhada para o Lacen realizar o painel viral. Os insumos laboratoriais para a coleta de Influenza estão restritos no momento. Desse modo, adotamos a realização do exame somente em funcionários assistenciais com Covid negativo e em pacientes internados com alta suspeita de Influenza”, explicou Louise Cristina Mähl, enfermeira do Serviço de Controle e Infecção hospitalar do HDH.
Ainda segundo Louise, até o momento, somente um caso positivo, que recebeu alta, esteve em unidade de internação. “Caso haja internações com suspeita de Influenza e não havendo coleta de exame laboratorial, o paciente ficará isolado por 7 dias, a contar do início dos sintomas, ou 5 dias em tratamento com Tamiflu”, finalizou a enfermeira.
Hapvida
Segundo a Hapvida, se antecipando o crescimento das demandas de síndromes gripais, o hospital ampliou em 28% sua capacidade de atendimento de emergência em Joinville.
“Apesar do crescimento no número de consultas, nas ultimas semanas, não houve aumento nos casos internações relacionadas a síndromes respiratórias nem óbitos. A empresa disponibiliza a teleconsulta, que pode ser feita por vídeo, de qualquer lugar. Também é possível realizar consultas imediatas e eletivas, sem sair de casa”, comunicou a operadora, que também reforçou a importância dos cuidados preventivos, como higienização das mãos e uso correto das máscaras.
O Hospital Bethesda também divulgou nota dizendo que não está conseguindo vencer a alta demanda, o que está gerando filas. Confira abaixo a nota na íntegra:
“Em função de nova onda de síndrome gripal – a despeito de todos os esforços incessantes realizados pelas nossas equipes para ampliar a capacidade de atendimento – informamos à comunidade que não estamos conseguindo vencer a alta demanda registrada a partir deste final de ano, o que está ocasionando grandes filas de espera na unidade de atendimento emergencial.
Somente nesta primeira semana de 2022 já estamos atendendo mais que o dobro da capacidade máxima do PA, que gira em torno de 150 pacientes por dia. E esse cenário naturalmente gera um aumento de ansiedade e reclamação por parte das pessoas que acabam obrigadas a aguardar muito tempo para atendimento em todo o processo: desde a recepção, passando pela triagem até chegar na consulta médica.
Assim sendo, não encontramos outra alternativa senão vir a público esclarecer esta lamentável situação crítica repetindo-se em todos os hospitais da cidade, a exemplo do que já ocorreu nos dois anos anteriores, e esperamos contar com a total compreensão e o apoio da população.
Aproveitamos para alertar que este aumento súbito expressivo no número de casos gripais se deve aos seguintes fatores: relaxamento das medidas de prevenção e distanciamento social com ausência ou uso inadequado de máscara, aglomerações de toda ordem e a circulação ainda ativa do vírus e suas variantes: Influenza (H1N1), Influenza A (H3N2), além do Ômicron (SARS-COV-2), a nova variante responsável pela já amplamente conhecida COVID-19.”
Hospital Bethesda, Joinville, 5 de janeiro de 2022.
O Hospital Regional Hans Dieter Schmidt também foi procurado pela reportagem, mas até o momento, às 17h23 desta terça-feira, dia 4, não havia retornado.
Em toda a região Norte, assim como em vários municípios do Estado, a procura de atendimento após sintomas gripais aumentou. Em Barra Velha, por exemplo, havia pessoas aguardando por atendimentos em cadeiras e até sentadas e deitadas no chão.