Um surto de pneumonia que já matou ao menos seis pessoas em uma clínica particular na província de Tucumán, na Argentina, pode ser causado por uma bactéria encontrada naturalmente em água doce. Os casos ganharam fama mundial no começo deste mês.
Bactéria que causou surto na Argentina pode ser encontrada na água – Foto: Unsplash/Divulgação/NDO surto parece, até agora, restrito a uma clínica privada da cidade de San Miguel de Tucumán, a 1.300 km de Buenos Aires. Dos 10 infectados, oito são profissionais de saúde.
De acordo com o site R7, no último fim de semana, autoridades sanitárias disseram que os casos foram causados por uma bactéria chamada legionela. Os profissionais trabalham para identificar a especificação da bactéria, embora haja uma forte suspeita de se tratar da Legionella pneumophila.
SeguirBactéria perigosa
O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) explica que ao menos uma em cada dez pessoas que adoecem com a infecção morre.
A Legionella pneumophila é uma bactéria do tipo bacilo Gram-negativo, que, segundo o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento, “frequentemente causa pneumonia”.
Este guia médico descreve a infecção por legionela como uma síndrome semelhante à gripe. Como sintomas os pacientes têm febre, calafrios, mal-estar, dor no corpo, confusão, náuseas, diarreia e dor abdominal.
Quando a doença evolui para a pneumonia, é comum haver falta de ar, dor no peito e que a pessoa cuspa bolas de sangue.
Quando a doença evolui para a pneumonia, é comum haver falta de ar, dor no peito e que a pessoa cuspa bolas de sangue. – Foto: Unsplash/Divulgação/NDA bactéria não costuma ser transmitida entre pessoas, apesar de isso ser possível “em raras circunstâncias”, diz o CDC.
O Manual MSD ressalta que quando surtos ocorrem em hospitais, como na Argentina, “geralmente envolvem uma fonte de água quente contaminada”.
Casos em SC
Segundo a DIVE/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), não há casos da bactéria no Estado.
A Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) não respondeu ao ND+ se existe algum tipo de tratamento na água para impedir que bactérias como esta cheguem na casa dos catarinenses. O espaço segue aberto.