O queijo mineiro, conhecido como minas, produzido pela Fazenda Velha, em Vargem Bonita, no Meio-Oeste catarinense, foi identificado com uma bactéria que pode causar doenças graves, como a gastroenterite aguda.
A situação foi notificada pela Vigilância Sanitária do Estado através do Diário Oficia desta segunda-feira (12). No entanto, segundo a empresa responsável, os queijos já foram retirados de circulação há um mês.
Vigilância Sanitária de SC manda recolher lote do produto por bactéria acima do limite – Foto: Facebook/Reprodução/NDConforme o laudo de análise do LACEN, a bactéria encontrada é a Escherichia coli e, apesar de ser encontrada naturalmente no intestino das pessoas e de alguns animais, ela não é tolerada em alimentos e sua presença estava acima do estabelecido pela Anvisa, conforme apontado pela DIVS.
SeguirA transmissão ao homem pode ocorrer pelo consumo de alimentos contaminados, principalmente carne e leite crus ou mal cozidos. No caso do queijo, segundo a empresa informou por meio de nota, foi identificada uma “falha no processo de pasteurização”, que “pode ter sido ocasionada pela pressão de vapor”.
Segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde), algumas variações da bactéria, podem ser nocivas à saúde humana, podendo até levar a óbito. Alguns dos principais sintomas são:
- Incômodo abdominal;
- Vontade de urinar com muita frequência;
- Dor e ardor ao urinar;
- Presença de sangue na urina;
- Urina turva;
- Febre baixa e persistente.
Empresa de queijo se manifesta
O lote considerado de “qualidade inaceitável” pela DIVS foi o de fabricação na data de 29/03/23. A empresa informou, por meio de nota, para a reportagem do ND+, que já estava ciente do incidente e que já vinha “tomando medidas para resolver a situação”.
“Nossos vendedores foram prontamente notificamos e orientados a retirar todos os produtos desse lote das áreas de venda há um mês. A segurança e a satisfação dos nossos consumidores são de extrema importância para nós, e buscamos sempre garantir a qualidade de nossos produtos”.
A empresa frisa a importância de ter um controle rigoroso e salienta que trabalha para aprimorar seus sistemas a fim de prevenir futuras ocorrências semelhantes. “Ressaltamos que todas as análises microbiológicas realizadas em queijos coletados pela inspeção estadual estão em conformidades com a legislação vigente”, complementam.
A empresa finaliza a nota referindo ser um comprometimento da marca cumprir com todas as exigências e ainda pede desculpas pelo inconveniente causado.
Empresa se pronuncia sobre ocorrido – Foto: Divulgação/NDAgora, conforme a SES, o produto será novamente analisado pela LACEN/SC, no dia 27/06. Caso permaneça insatisfatório, será aberto um processo administrativo sanitário com determinação de recolhimento e inutilização do lote.