Baixa vacinação infantil contra Covid-19 preocupa Ministério da Saúde

Campanha aberta para crianças de 5 a 11 anos de idade vem enfrentando resistência de pais e responsáveis, preocupando autoridades

Agência Brasil Brasília

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou, nesta terça-feira (8), que o percentual de vacinação infantil contra Covid-19 está baixo, não passando de 15%. A campanha, aberta para crianças de 5 a 11 anos de idade, vem enfrentando resistência de pais e responsáveis pelos menores. O tema virou preocupação para a pasta.

Crianças de 5 a 11 anos podem se vacinar no Brasil – Foto: Prefeitura de Itajaí / Divulgação / NDCrianças de 5 a 11 anos podem se vacinar no Brasil – Foto: Prefeitura de Itajaí / Divulgação / ND

O ministro ainda reforçou que o governo federal segue buscando ‘tranquilizar’ os pais das crianças sobre a eficácia e segurança das vacinas, uma vez que a própria (Anvisa) Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já o fez, quando aprovou o primeiro imunizante infantil contra o coronavírus, em dezembro de 2021.

“O Ministério tem trabalhando fortemente para levar vacinas para o povo brasileiro […] para que os pais possam exercer o direito de vacinar seus filhos e o direito das crianças de serem vacinadas”, disse Queiroga a jornalistas.

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Ainda sobre o temor de alguns pais, ele afirmou que seria preciso ouvi-los para entender o porquê da resistência em levar os filhos para serem imunizados, conforme recomendam as autoridades sanitárias e as entidades médicas.

“Temos procurado fazer a nossa parte, esclarecendo a população acerca de todas as implicações relativas à vacinação em todas as faixas etárias, acompanhando eventos adversos”, acrescentou o ministro. Ele não detalhou a que eventos adversos se referia.

Para o ministro, é natural ainda que a imunização de crianças não avance na mesma velocidade que a de adultos. “Vacinar uma criança, não é como vacinar um adulto. Às vezes, você tem que convencê-las. Ninguém vai pegar uma criança à força e vaciná-la com ela chorando.”

Atraso na vacinação

Queiroga também aproveitou para cobrar maior empenho dos estados e municípios brasileiros, a fim de defender-se quando foi sugerido que o próprio ministério retardou o início da vacinação infantil ao realizar consulta e audiência públicas.

“A posição do governo [federal] foi clara no sentido de ofertar as vacinas, que estão disponíveis”, disse o ministro. “E o ritmo heterogêneo [da aplicação dos imunizantes] mostra que é necessário haver o empenho de estados e municípios”, comentou Queiroga, citando, como exemplo, o caso do estado de São Paulo, onde 50% das crianças de 5 a 11 anos já tomaram a primeira dose da vacina.

*Com informações de Agência Brasil.