Renascimento. É assim que os pais do bebê Pedro Pinheiro, de 1 ano e seis meses, encaram a nova fase após o tão esperado transplante de medula óssea. Foram meses de espera da família de Joinville, no Norte de Santa Catarina, por um doador compatível com o pequeno, diagnosticado com leucemia.
Transplante de medula aconteceu no sábado, em Curitiba – Foto: Arquivo pessoalA doação foi feita por um jovem da Alemanha e o transplante aconteceu no último sábado (3), em Curitiba, onde Pedro está internado há mais de um ano cumprindo um rígido isolamento. Esse cuidado é fundamental, já que o bebê apresenta baixa imunidade por causa da doença.
A mãe de Pedro, Suelen Pinheiro, conta que tudo correu bem. “Agora precisa ocorrer a pega da medula, que tem até 40 dias para acontecer”, explica. Depois disso, o pequeno pode ganhar alta do hospital, mas deve permanecer em Curitiba por cem dias após o transplante.
SeguirO doador alemão fez a doação por aférese, um procedimento que leva cerca de quatro horas. Vinda da Alemanha, a medula chegou na sexta-feira (2) e o transplante levou cerca de 30 minutos.
Agora, Pedro recebe medicamentos e passa por mais algumas sessões de quimioterapia, a fim de evitar a rejeição da medula. O isolamento novamente é essencial para protegê-lo de doenças simples, mas que poderiam se tornar graves nesse período de imunidade reduzida.
A mãe Suelen se emociona ao agradecer o doador – Vídeo: Arquivo pessoal
Na internet, dezenas de pessoas se emocionaram após a notícia de que o bebê encontrou um doador e a família recebeu inúmeras mensagens desejando boa sorte no procedimento.
Aliás, o pequeno não escondeu a animação antes do transplante, como dá pra ver em um vídeo publicado pela família:
Pedro animado dançando com o pai antes do transplante – Vídeo: Arquivo pessoal
Após o transplante, a família continua incentivando a campanha de doação de medula óssea que, assim como ajudou o pequeno Pedro, pode ser determinante para salvar novas vidas.