Beber muita água é sempre positivo? Urologista dá recomendações

Sem água, o corpo logo entraria em desidratação, o volume de sangue ficaria menor do que o normal e as funções vitais não funcionariam, mas será que o consumo em abundância é saudável? Confira

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Redação ND Florianópolis

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Se você procura uma vida saudável, com certeza já ouviu que deve beber, no mínimo, dois litros de água por dia. Apesar de ser necessário para o bom funcionamento dos órgãos, a cautela é uma amiga para seguir essas recomendações.

Beber água em excesso faz bem? Urologista explica! — Foto: Andrea Piacquadio/Pexels/Divulgação/NDBeber água em excesso faz bem? Urologista explica! — Foto: Andrea Piacquadio/Pexels/Divulgação/ND

Nos casos mais comuns, as pessoas aconselham a ingestão de água por dois motivos: desidratação e formação de cálculos renais. Segundo o urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Sandro Nassar, o primeiro motivo é frequente em crianças e idosos, que tendem a ter quadros de vômitos e diarreia mais frequentes.

Quando os casos de insuficiência renal aparecem, a orientação é consumir menos líquido. Nassar explica que nestes casos, o rim tem uma incapacidade de filtração e, se a demanda hídrica for alta, ocorre inchaço.

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“A perda da função do rim pode ocorrer por diferentes motivos, como uso de medicamentos, diabetes e hipertensão. Para os pacientes com o quadro, é preciso limitar o consumo de qualquer líquido, até mesmo os presentes nos alimentos, para evitar inchaço”, explica.

O médico ainda afirma que geralmente o inchaço é percebido nas pernas e, em casos graves, o consumo de água deve ser de no máximo 800 ml ao dia.

O urologista ressalta, no entanto, que para uma população saudável e que mantém acompanhamento médico constante, a dica de consumo de 1,5 a 2 litros de água por dia pode ser seguida.

“Essa é uma orientação generalizada que auxilia na prevenção de cálculo renal. Porém, vale ressaltar que essa quantidade não vai impedir o problema em todos. Algumas pessoas vão necessitar de mais líquido, por isso é preciso sempre ter um acompanhamento médico”, conclui.

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